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Gabriel Medina vence ‘Paúba Super Tubos’ com tubo nota 10

Por Paula Maria Prado/ Bárbara Monteiro |
| Tempo de leitura: 3 min
Gabriel Medina
Gabriel Medina

Quem surfa em Maresias ou Paúba, surfa em qualquer lugar do mundo, garantem experientes surfistas. Gabriel Medina que o diga! Bicampeão mundial, natural de São Sebastião, ele venceu a segunda edição do Paúba Super Tubos, na sua terra natal, na categoria “Open” - liberada para qualquer tipo de prancha. Sua apresentação teve direito a tubo nota 10 na final.

“Eu cresci surfando essas ondas, então conheço muito bem elas. Paúba é uma onda bem desafiadora”, avaliou em entrevista a OVALE. “Gosto de vir para cá quando o mar está grande. Viajo o mundo inteiro, mas minha onda favorita é essa aqui”, continuou em nota. O evento, que ocorreu no último dia 4, na Costa Sul, contou com surfistas de todo o país. Eles encararam ondas de mais de 2 metros e tubos de tirar o fôlego do público.

Bio

Medina já tem garantido seu nome na história do surf nacional. Nascido em 1993, ele começou a surfar efetivamente aos nove anos de idade, influenciado por seu pai, Charles Saldanha. O primeiro título de destaque veio aos 11 anos, no Rip Curl Grom Search, na categoria sub 12, em Búzios (RJ). Na sequência, ele despontou em expressivos campeonatos no país e exterior.

Até que em 2009, Medina assinou contrato com a marca Rip Curl e iniciou a sua carreira profissional. Dez dias depois venceu a etapa do Mundial no Brasil, o que lhe garantiu projeção internacional. Em 2011, veio a sequência que o garantiu na elite mundial: o QS 6 estrelas Prime em Imbituba (SC), os dois QS 6 estrelas na França e na Espanha, além da vitória na etapa do Mundial Pro Júnior, também em ondas francesas. E, no ano seguinte, o sonhado título mundial - o primeiro de um brasileiro -, com três vitórias em etapas. Medina tornou-se ídolo nacional aos 20 anos de idade.

“Definitivamente, o título mundial em 2014 foi um marco. Mas, acredito que todos tiveram seus papeis nesse grande momento do surf do Brasil, desde a velha-guarda, com surfistas como Fábio Gouveia, até aqueles que vêm representando muito bem nosso país”, afirmou ele, que repetiu seu feito em 2018. Ainda que viajando o mundo todo e tendo a oportunidade de vislumbrar os mais belos cenários naturais, Medina conta que é em São Sebastião que recarrega as energias.

“É onde passo momentos com minha família e meus amigos. Sempre que estou por lá, os momentos são especiais”, contou ele. É também surfando sem compromisso pelas bandas de cá que ele cria as manobras que usará nos campeonatos. “Sempre que estou fazendo um free-surf, estou mais focado em me divertir e fazer o que quero. Obvio que isso me ajuda nas competições, pois testo manobras e linhas diferentes”, contou.

“Mas quando estou em treino o foco são em linhas e manobras que vou usar nas competições. A concentração também é muito maior nesses momentos”. Medo? Às vezes, ele confessa. Mas Medina entra na água bem protegido: faz uma oração antes de iniciar os “trabalhos”. “Quando o mar está muito ‘grande’, você fica com um pé atrás. No entanto sempre aprendi que é preciso ter muito respeito por ele. Sei dos meus limites”, contou.

Entre amigos

A segunda edição do Paúba contou também com a presença do bicampeão mundial de Longboard, Phil Rajzman. O evento que também teve na agenda disputas na categoria “Bodyboard”, surgiu com a associação de moradores locais com o objetivo de promover uma confraternização entre os atletas de diversas vertentes do surf, como o Longboard, o SUP e o Bodyboard.

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