O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que vive em um "meio repugnante" e no qual existe muita "mesquinharia" e garantiu que, por mais que lhe peçam, não mudará seu estilo.
Durante cerimônia de assinatura de uma medida provisória que dá pensão vitalícia a vítimas de microcefalia causada pelo zika vírus, Bolsonaro disse esperar que deputados e senadores não façam alterações na MP e nem usem a proposta para fazer "demagogia" já que, segundo ele, não tiveram "competência" ou "caráter" para fazê-la em governos anteriores.
Em um breve discurso, o presidente também disse que não quer saber de reeleição — embora tenha aventado essa possibilidade diversas vezes recentemente — e afirmou que prefere fazer um mandato de quatro anos bem feito do que quatro anos "porcos" como, segundo ele, fizeram os que o antecederam.
Mais cedo, ao discursar durante de entrega do avião KC-390, da Embraer, à FAB (Força Aérea Brasileira), nesta quarta-feira, em Anápolis-GO, Bolsonaro falou em soberania e voltou a criticar declarações de líderes estrangeiros sobre o hipotético estabelecimento de uma governança internacional sobre a Amazônia, como chegou a ser sugerido pelo presidente da França, Emannuel Macron. "Isso que aconteceu há poucos dias foi muito, mas muito bom para despertar o patriotismo entre nós e também entre povos e nações amigas que compõem a nossa Amazônia", avaliou.
Em seu discurso, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que a entrega da aeronave consolida uma posição importante do Brasil no mercado internacional de veículos militares. "A entrega do avião, além de representar significativo incremento na capacidade operacional da Força Aérea, representa um potencial para a ampliação da participação brasileira no mercado internacional de defesa, possibilitando inegável contribuição para a economia do país. No mês passado, como já foi anunciado, Portugal formalizou a encomenda de seis aviões KC-390, abrindo as portas da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] para essas aeronaves"..