Política

Sistema de câmeras vai custar até R$ 11,4 milhões na Câmara de São José

Por Julio Codazzi@juliocodazzi |
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Licitação. Plenário da Câmara de São José. Sessão do pregão será feita na manhã dessa quinta-feira
Licitação. Plenário da Câmara de São José. Sessão do pregão será feita na manhã dessa quinta-feira

A Câmara de São José dos Campos prevê um gasto de até R$ 11,424 milhões para implantar um moderno sistema de vigilância em sua sede.

A sessão do pregão que definirá a empresa responsável pelo serviço está marcada para as 9h dessa quinta-feira. Vencerá a disputa a concorrente que oferecer o menor preço. O contrato terá duração de 48 meses.

O sistema será composto por uma central de monitoramento, 59 câmeras que gravam até áudio e um equipamento dotado de tecnologia de leitura de placa.

Em nota, o Legislativo alegou que a contratação é necessária pois a Casa não possui hoje um sistema de vigilância por câmeras. "O monitoramento do acesso ao interior e exterior do prédio da Câmara é necessário em razão da grande movimentação diária de munícipes, servidores e prestadores de serviços nas dependências, além de eventos que ocorrem na Casa", diz trecho da nota. "Também em função de ocorrências como furtos e tentativa de roubo de caixa eletrônico, faz-se necessário aumentar a segurança do patrimônio e dos recursos humanos por meio de tecnologia atual", completa o comunicado. O Legislativo informou ainda que as câmeras com gravação de áudio serão instaladas nas áreas comuns do prédio, e que essa tecnologia "poderá ser aplicada caso haja alguma ocorrência em que o sistema analítico aponte a necessidade".

CUSTO.

Para efeito de comparação, pelo mesmo período de 48 meses, a prefeitura irá pagar R$ 39,3 milhões por um contrato que prevê 1.000 câmeras do COI (Centro de Operações Integradas), interligação semafórica, sinal de internet em todos os prédios públicos e escolas da rede municipal, e uma central, que passará a se chamar CSI (Centro de Segurança Integrada), para integrar COI e CCO (Centro de Controle Operacional). A Câmara sustenta que chegou ao valor máximo da licitação após consultar 24 empresas, das quais cinco responderam, com orçamentos entre R$ 9,868 milhões e R$12,164 milhões.

Sob a alegação de direcionamento do edital, o MBL (Movimento Brasil Livre) chegou a solicitar a suspensão do pregão, mas o TCE (Tribunal de Contas do Estado) negou o pedido..

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