A Embraer apurou prejuízo líquido de R$ 314,4 milhões no terceiro trimestre do ano, conforme balanço financeiro divulgado pela companhia nesta terça-feira, revertendo lucro de R$ 26,1 milhões no segundo trimestre.
Nos três primeiros meses do ano, o prejuízo apurado foi de R$ 160,8 milhões. Durante o terceiro trimestre de 2018, a queda financeira foi de R$ 52,3 milhões. Com isso, a fabricante acumula um prejuízo de R$ 449,1 milhões durante os noves meses de 2019.
"O resultado do trimestre foi impactado pelos custos de separação do negócio de Aviação Comercial da Companhia que foi de R$ 138,1 milhões", informou a Embraer.
A empresa aguarda investigação na Comunidade Europeia para a aprovação da fusão comercial com a Boeing, que irá controlar a Aviação Comercial da Embraer comprando 80% do negócio.
A previsão inicial era de conclusão da transação no final de 2019, mas passou para o começo de 2020 em razão da investigação antitruste promovida pela Comissão Europeia, que suspendeu a apuração sobre a joint venture entre Embraer e Boeing para receber mais informações das fabricantes.
Há a preocupação de o negócio eliminar a Embraer como a terceira maior concorrente global da Boeing e da Airbus, o que pode, segundo a Comissão Europeia, "resultar em preços mais altos e menos opções".
"A questão é técnica e era esperada. Estamos entregando toda a documentação solicitada, o mais rapidamente possível", declarou Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer.
Segundo ele, a apuração na Europa "não foi suspensa".
"A Comissão Europeia aguarda a chegada de informações adicionais e fez uma 'parada de relógio'. Estamos trabalhando fortemente para fornecer as informações. Quando isso ocorrer, o negócio volta a acontecer", completou..