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Perto dos 40 anos de carreira, Plebe Rude se apresenta em São José

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min
Veteranos. Plebe Rude está perto de completar 40 anos de carreira
Veteranos. Plebe Rude está perto de completar 40 anos de carreira

Perto de completar 40 anos de carreira, a banda Plebe Rude, na ativa, lança um desafio aos novos e velhos roqueiros do Brasil

"Falta de vontade de se manifestar através da música. Se você não tem culhão de se manifestar através de sua arte, é mais um idiota gritando ao vento", diz Philippe Seabra, vocalista da banda desde 1981.

Em tempos de crise, quando a cultura em perigo, Phillippe de quando a Plebe surgiu. Uma efervescência tomava conta de Brasília, uma inquietação política e musical que deu frutos a bandas como a Plebe, além de Legião Urbana e Aborto Elétrico, nome antigo do Capital Inicial.

"A gente tinha um vazio, um tédio. Sofremos na pele com censura e repressão da ditadura militar. Tínhamos a essência nata da urgência de enfrentar tudo isso", completa o músico.

As letras do Plebe Rude seguem atuais como se tivessem sido escritas em 2019. A consciência política sempre acompanhou a banda e é a explicação para sua longevidade.

"Ela se deve a lucidez das nossas letras, que tinham contundência e talvez um pouco premeditação", disse Phillipe.

Todo o sucesso que o rock nacional fez durante os anos 1980 parece apagar a existência do atual, que quase não tem representantes na grande mídia. Quando tem, a maioria não é politizada, o que levou a Phillipe refletir: "Não é toda geração que tem seu Renato Russo".

EVOLUÇÃO.

A Plebe Rude lançou em 2019 seu primeiro álbum conceitual. "Evolução", que ganhará uma segunda parte em 2020, conta a história da evolução humana em versos.

Phillipe conta que se inspirou na cena de abertura do filme "2001: Odisseia no Espaço", do diretor Stanley Kubrick.

"No momento em que vemos os macacos brigando, entendemos que a evolução nasceu da violência e caminhados através dela desde então", explica.

A música que deu origem ao disco foi escrita nos anos 1980, mas acabou não entrando no repertório por ter uma sonoridade muito diferente ao som da Plebe.

"Ofereci para o Evandro Mesquita da Blitz, mas ele não quis. Quase 30 anos depois, reencontrei ela e decidimos criar esse conceito", conta ele.

O repertório do disco foi usado na criação de um musical que será lançado no próximo ano.

"Usamos violões clássicos, usou orquestra, mas sempre mantendo a essência do punk. Fazer um musical é muito libertador", finaliza.

A banda se apresenta no Sesc São José dos Campos neste sábado, às 20h. Os ingressos custam de R$ 9 a R$40.

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