Promover a participação e a liderança. Essa é a proposta da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado neste 3 de dezembro. Criada em 1992, a data serve para destacar os desafios dessa parcela da população mundial. Para se ter uma ideia, um a cada sete habitantes do planeta Terra possui algum tipo de deficiência, de acordo com a própria ONU.
Quando olhamos para o Brasil, a proporção quase dobra. A cada quatro brasileiros, um tem alguma deficiência (Censo 2010). Diante desses números, fico indignado com a baixa representatividade que temos nos espaços de discussão política.
Apenas na eleição do ano passado, a primeira senadora com deficiência se elegeu, Mara Gabrilli (PSDB-SP). Câmaras municipais, assembleias legislativas e o Congresso Nacional são espaços oficiais de discussão, mas para que mais representantes com deficiência cheguem lá, é preciso que eles estejam em todos os lugares. Mais do que isso, os locais têm que ser acessíveis na estrutura, na comunicação e na atitude.
Porém, o autocapacitismo, preconceito da própria pessoa com a deficiência dela, permite que muitos ainda deleguem esse protagonismo a ações assistencialistas, que na maioria das vezes, se vestem de solidárias.
Precisamos romper esse paradigma, afinal, essa postura quase nunca é justa, pois gera dependência, em vez de interdependência. Sim, é uma tarefa muito trabalhosa. Mas é isso que sempre me proponho a mostrar neste jornal, no blog e nas redes sociais do Reflexão Sobre Rodas (@RefexaoSRodas)..