Ideias

É HORA DO ADEUS AOTRABALHO?

Por Rodrigo VieiraJornalista em São José dos Campos |
| Tempo de leitura: 1 min

No Brasil, o moderno se alimenta do atraso. O país hoje, mesmo sendo moderno, tem suas raízes fundadas no sistema colonial. E isso é capitalismo. Ele nasce com o trabalho escravo. É um desenvolvimento conservador porque as estruturas sociais básicas não foram alteradas.

Ao contrário, elas foram mantidas de forma deliberada com o objetivo de proporcionar funcionalidade à mão de obra barata, precarizada, subutilizada e inserida em relações de trabalho cada vez mais degradantes do ponto de vista subjetivo, um contingente soma quase 30 milhões de brasileiros.

Não à toa que doenças sociais (estresse, ansiedade, fobia e depressão) estão no topo das demandas dos consultórios de análise.

Quando o trabalho humano se torna prescindível é porque os sujeitos submeteram-se às formas de exploração do labor. Como se o trabalho perdesse seu valor na medida que o capital encontra seus próprios meios (sistema financeiro) para se auto reproduzir sem o empenho da força de trabalho.

Estamos assistindo à dissociação entre capital e trabalho, que vai perdendo sua função social na produção de riquezas, um caminho sem volta para todos aqueles que dependem da venda do próprio esforço. Por isso a precarização (flexibilização, redução salarial, alta rotatividade, ampliação da jornada, contratos tipo "zero-hora") é o mecanismo econômico fundamental para manutenção da concentração de renda e ampliação das desigualdades, mantendo inalterados os privilégios, caráter típico do Brasil colonial que se mantem no Brasil contemporâneo..

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