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Nova CPMF prevê alíquota de 0,2% a 1% e pode ter arrecadação de R$ 150 bi

Por Das agências@jornalovale |
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Novo imposto. O ministro da Economia, Paulo Guedes defende alíquota a partir de 0,2% a nova CPMF
Novo imposto. O ministro da Economia, Paulo Guedes defende alíquota a partir de 0,2% a nova CPMF

Ainda sem apresentar formalmente um projeto, o governo Jair Bolsonaro (PSL) segue dando detalhes sobre como deve ser sua proposta de reforma tributária. Os últimos detalhes foram divulgados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em entrevista ao jornal "Valor Econômico", Guedes afirmou que a nova CPMF terá alíquota de 0,2% a 1% e poderá arrecadar até R$ 150 bilhões por ano. Ela transferiria para toda a sociedade uma cobrança hoje paga pelas empresas.

O ministro voltou a afirmar que a reforma desejada pelo Palácio do Planalto ataca em três frentes: impostos indiretos (IPI, PIS, ICMS e Cofins), Imposto de Renda e contribuições das empresas sobre a folha de pagamento. É neste último tópico que entra o plano de criar imposto semelhante à antiga CPMF, rebatizada como ITF (Imposto sobre Transações Financeiras).

Guedes disse que vai propor alíquotas de 0,2% a 1% sobre cada transação, mas que caberá ao Congresso definir o tamanho da mordida do imposto.

Segundo o ministro, com alíquota de 0,2% seria possível reduzir a tributação da folha de pagamento dos atuais 20% para 13%. Com alíquota de 0,4%, ele prevê o fim da CSLL (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido), um dos tributos que sustenta a Previdência Social.

"Se quiser pagar [alíquota de] 1%, você acaba com o IVA", disse, em referência ao Imposto sobre Valor Agregado, que reuniria e substituiria impostos indiretos.

O ministro calcula que a arrecadação com a nova CPMF pode chegar a R$ 150 bilhões por ano. "O ITF é feio, mas arrecadou bem, e por isso durou 13 anos", disse.

Guedes defendeu que a cumulatividade da nova CPMF não seria tão ruim quanto a que já existiria hoje, com os impostos sobre a folha de pagamento.

"[No ITF,] quando você pega uma cadeia com 10 elos, o efeito cumulativo é 4,5%. E o efeito cumulativo da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento é de 14%", afirmou.

A cumulatividade é uma das principais críticas de especialistas a tributos nos moldes da CPMF. Esse tipo imposto é pago a cada transação e em todos os elos da cadeia produtiva.

Por exemplo, o contribuinte pagaria ao depositar dinheiro no banco, usar esse dinheiro para fazer uma transferência ou pagar uma conta, ao sacar esses recursos e ao usar e saque para o comprar um produto.

TRAFICANTE.

O ministro da Economia defendeu que a nova CPMF enquadraria a todos, incluindo sonegadores e traficantes de droga. Críticos deste modelo de tributo alertam que as pessoas podem procurar formas de pagamento alternativas para fugir do imposto. Guedes argumenta que a proposta conterá uma cláusula dizendo que uma transação ou um contrato só tem validade jurídica se recolher o imposto. "Traficante pegou dinheiro em espécie e pôs tudo no caminhão, foi lá e comprou apartamento em Ipanema, pagou em dinheiro. Você pode tomar o apartamento dele, porque ele não pagou imposto..

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