O brasileiro já está acostumado com muitas siglas: IR, FGTS, ICMS, IPVA, IPTU e muitas outras dependendo da atuação e de onde reside.
Não bastava esse verdadeiro "alfabeto de tributos", agora o Governo Federal quer um novo imposto, uma CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) reformulada, mas que se aprovada, será de caráter permanente.
A equipe econômica comandada pelo ministro Paulo Guedes segue firme no plano, com a proposta inicial de cobrar uma taxa de 0,4% sobre todos os saques e depósitos realizados no país. A alíquota seria a mesma em operações de débito e crédito, mas nesse caso a cobrança se daria em duas partes - 0,2% sobre quem está fazendo o pagamento e 0,2% sobre quem está recebendo.
Como se já não bastasse o arroxo sofrido na Reforma da Previdência, agora querem impor mais essa forma de arrecadação para pagar as despesas de uma máquina pública inchada. Está na hora do Governo dar uma contrapartida ao povo, apresentando primeiro um projeto de ajuste administrativo, a fim de reduzir o custo da máquina pública.
Não devemos deixar que mais uma vez recaia sobre os brasileiros, especialmente os mais vulneráveis, essa conta. A menos que fique muito claro para o contribuinte qual será a vantagem para o Brasil com a criação dessa "nova CPMF".
O Republicanos - ex-PRB - que está na vice-presidência do Congresso Federal, repudia veementemente esta modalidade de tributação. Do modo como está, infelizmente restará mais uma sigla para o trabalhador, o SOS..