Era voz corrente no meio científico, até agora, que comer muita carne vermelha, notadamente as processadas, estaria fortemente associada a uma elevação no risco de contrair câncer, de ter inflamação intestinal e de elevação nas taxas de colesterol. Todavia, recente estudo (Patterns of Red and Processed Meat Consumption and Risk for Cardiometabolic and Cancer Outcomes: A Systematic Review and Meta-analysis of Cohort Studies) conduzido por uma equipe mista de pesquisadores canadenses, ibero-americanos e poloneses e divulgado na revista científica Annals of Internal Medicine (publicada pelo American College of Physicians e que se trata de uma das revistas médicas especializadas mais amplamente citadas e influentes do mundo) contestou estas informações.
Concluindo o estudo, os investigadores não encontraram qualquer associação entre o consumo de carne e a chance de contrair doenças cardíacas, câncer ou qualquer outra enfermidade, não havendo, portanto, segundo eles, motivo algum para que as populações reduzam o seu consumo. Tais possibilidades, de chegarmos a contrair enfermidades simplesmente pelo fato de consumirmos carne, continuam, pois, sendo insignificantes ou desprezíveis; o que vem de encontro a 'voz do povo' quando, desde tempos imemoriais, sabiamente percebeu que a carne era fraca.
Esta notícia, certamente, fará a alegria e a despreocupação daqueles adeptos do churrasco, como eu, que, até então, trinchavam suas suculentas picanhas com incontido remorso, imaginando caminhar a passos largos para um leito em algum CTI ou até mesmo para um cantinho isolado em algum cemitério..