Brasil

Investigação do caso Marielle cita visita de suspeito a condomínio de Bolsonaro no dia do crime

Por Redação |
| Tempo de leitura: 1 min
Indício. Marielle Franco pode ter sido morta por milícia
Indício. Marielle Franco pode ter sido morta por milícia

Registros da portaria do condomínio Vivendas da Barra, onde mora Jair Bolsonaro (PSL) e também Ronnie Lessa, principal suspeito do assassinato de Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, mostram que o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, entrou no local horas antes do crime e disse que iria para a casa do presidente, então deputado.

A informação foi veiculada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta terça-feira. No dia da morte da ex-vereadora do Rio de Janeiro, o porteiro que trabalhava no controle de acessos anotou o nome de Élcio e a placa do veículo.

O suspeito teria pedido autorização para ir até a casa número 58, que pertence ao presidente -- o porteiro afirma que, via interfone, uma voz afirmando ser "Seu Jair" autorizou a entrada de Élcio. Ele, no entanto, foi até a casa 66, onde morava Ronie Lesssa, apontado pelo Ministério Público como possível autor dos disparos.

Como houve citação direta ao nome do presidente, a lei obriga o STF (Supremo Tribunal Federal) a analisar a situação. De acordo com o registro da Câmara dos Deputados, onde Bolsonaro cumpria mandato na época, o hoje presidente estava em Brasília no dia do crime.

Comentários

Comentários