Neste primeiro momento, escolhi um tema muito pessoal, produto de longas e antigas reflexões sobre o comportamento, não muito adequado - penso eu - da sociedade brasileira. Pode ser que isso aconteça em outros países, de cultura diversa da nossa, mas me parece que "fazer parte do problema" é mais comum entre nós, do que alhures.
O que me motivou a pensar nisso, e transmitir aos leitores, veio a partir um exemplo muito recente, o do programa de comemoração dos primeiros cinquenta anos da Embraer, procurando mostrar o que se conseguiu produzir de diferente. O diferente hoje está publicado na corajosa Edição Histórica "Nas Asas de um Sonho' do jornal OVALE de 18/19 de agosto 2019.
Quando um alto dirigente de uma instituição de prestígio mundial começou a ter problemas para renovar seus quadros humanos, pois, sabemos que todo o tempo que todas as instituições precisam se renovar para continuar crescendo. E, quando sobre os processos de renovação dos quadros pesam restrições, por qualquer que sejam as razões, é natural que sobrevivam preocupações.
O quadro é muito mais comum do que imaginamos, pois, como sabemos, a humanidade neste início do Século 21 está com seu segmento "mais velho" crescendo em porcentuais maiores do que o "mais jovem". As razões são claras, as taxas de natalidade estão caindo enquanto a longevidade das pessoas está crescendo. Daí, pode se imaginar este novo fenômeno na história da humanidade, seja uma das razões invocadas pelo dirigente encontrar obstáculos para se continuar a crescer com eficiência.
Mas qual o problema ao qual ele se referiu? Observou, com razão, que suas equipes de trabalho estão se envelhecendo, enquanto os jovens, certamente sempre em vista de outros horizontes, se afastaram da instituição em busca de perspectivas diferentes.
As dificuldades para gerar negócios nos países não incluídos entre os mais desenvolvidos são bem mais acentuadas. Nesses países não bem-sucedidos, o dinheiro é pouco usado para gerar riquezas e valores, os empreendedores são usualmente massacrados por uma pesada pletora de impostos, taxas, regulamentações e políticas instáveis.
Voltando ao nosso início. O que fazemos hoje parece não preencher as expectativas que tínhamos. Assim, temos um problema de solução nada fácil, pois no mundo de hoje, globalmente competitivo, inteligente e com produtos também cada vez mais inteligentes, temos de produzir talentos e vencer as dificuldades para os utilizar da forma mais útil e construtiva!
Dentre todas as características emergem a criatividade e a novidade.
O processo de imersão da Embraer na Boeing, ou vice-versa, no novo cenário de parcerias nos trabalhos entre as duas empresas precisa ser completado. Um trabalho imenso, mas com todas as colocações feitas até agora, tudo indica que terá sucesso!.