Após representação apresentada pelo Comus (Conselho Municipal de Saúde), o Ministério Público instaurou um inquérito para investigar supostos problemas na administração do HU (Hospital Universitário) de Taubaté, que é gerido pelo município desde maio do ano passado.
A investigação foi iniciada no dia 18 de dezembro pelo promotor Darlan Dalton Marques. A denúncia do Comus é dividida em duas partes. A primeira delas tem como base relatos de alunos do curso de Medicina da Unitau (Universidade de Taubaté) que atuam no HU. Os estudantes citam uma série de falhas no hospital, como: esterilização comprometida no centro cirúrgico por problemas frequentes na autoclave; falta de insumos básicos, como fita de controle de glicemia e filmes de raio-x; equipamentos sucateados; falta de medicamentos; e diminuição no quadro de enfermeiros, levando à sobrecarga de trabalho.
A segunda parte da denúncia traz apontamentos feitos após uma inspeção do Comus no hospital. São citados problemas como: relatos de assédio moral e desvio de função; e dedetização vencida na cozinha.
OUTRO LADO.
À reportagem, o governo Ortiz Junior (PSDB) alegou que "as informações não procedem" e que "vai prestar todos os esclarecimentos necessários ao Ministério Público".
A SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), que recebe R$ 6,54 milhões do município por mês para gerir o hospital, também negou qualquer irregularidade. A entidade alegou que não há falta de medicamentos e que "as cirurgias estão sendo realizadas normalmente", sem registro de problemas de "esterilização de instrumentos ou equipamentos cirúrgicos". A SPDM afirmou ainda que "segue a legislação trabalhista vigente" e que desde maio de 2019, quando assumiu a gestão do HU, tem realizado "a manutenção corretiva e preventiva de todos os equipamentos da unidade". A entidade também se colocou à disposição do Ministério Público..