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Dilma comemora filme: 'a verdade não está enterrada'

Por Das agências@jornalovale |
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Satisfeita. A ex-presidente Dilma Rousseff com Lula, que também comemorou a indicação do filme
Satisfeita. A ex-presidente Dilma Rousseff com Lula, que também comemorou a indicação do filme

A ex-presidente Dilma Rousseff comemorou a indicação do documentário "Democracia em Vertigem", ao Oscar 2020 de melhor documentário, feita pela Academia na manhã desta segunda-feira.

No comunicado, publicado em seu site oficial, Dilma diz que o "filme é corajoso, por mostrar o jogo sujo que resultou no meu afastamento do poder e como a mídia venal, a elite política e econômica brasileira atentaram contra a democracia no país, resultando na ascensão de um candidato da extrema-direita em 2018".

Ela encerra a nota afirmando que "a verdade não está enterrada" e que "a história segue implacável" contra aquilo que define como "golpistas".

A seguir, a nota completa da ex-presidente: "A história do Golpe de 2016, que me tirou da Presidência da República por meio de um impeachment fraudulento, ganha o mundo pelas lentes de Petra Costa no documentário "Democracia em Vertigem". E, para surpresa de alguns, ganhou hoje (segunda-feira) indicação ao Oscar.

O filme é corajoso, por mostrar o jogo sujo que resultou no meu afastamento do poder e como a mídia venal, a elite política e econômica brasileira atentaram contra a democracia no país, resultando na ascensão de um candidato da extrema-direita em 2018. Parabéns a Petra e à equipe do filme pela indicação ao Oscar. A verdade não está enterrada. A história segue implacável contra os golpistas.

HISTÓRICO.

Dilma Rousseff, que já havia sido ministra no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se candidatou à presidência pela primeira vez em 2010. E, logo em sua primeira disputa eleitora, venceu, dando continuidade ao trabalho do petista, que havia ficado dois mandatos consecutivos no cargo. Depois, em 2014, foi reeleita para um segundo mandato. Desta vez, porém, em uma disputa mais acirrada com Aécio Neves, do PSDB.

Com um segundo governo turbulento, sofreu processo de impeachment em 2016, acusada de dar as chamadas 'pedaladas fiscais' e acabou afastada pelos deputados federais em maio daquele ano. Depois, em agosto, teve sua cassação confirmada pelo Senado..

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