Em carta, as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram nesta seguda que vão iniciar "uma retirada do Iraque segura e eficaz" das forças de coalização antijihadista. A informação foi confirmada pelas agências de notícias Reuters e AFP.
Dois dirigentes militares confirmaram à AFP a autenticidade da carta, assinada pelo comandante das operações militares americanas no Iraque, brigadeiro-general William H. Seely.
"Respeitamos a sua decisão soberana que ordena a nossa partida", escreveu Seely. A carta foi feita um dia depois de o Parlamento iraquiano aprovar uma moção para exigir que o governo do país expulse as tropas estrangeiras do Iraque.
Na carta, o comandante diz que "vai reposicionar suas forças nos próximos dias e semanas para se preparar para o movimento adiante".
A coalização antijihadista no Iraque é uma força-tarefa de diferentes forças militares americanas com forças iraquianas para combater insurreições jihadistas no território iraquiano.
A coalização foi formada para combater o Estado Islâmico e, após o anúncio da derrota deste grupo terrorista, passou a combater grupos sunitas concentrados principalmente no oeste do país. Desde agosto, a coalizão só pode realizar ataques com autorização do governo iraquiano.
EXPULSÃO.
No domingo, em resposta ao ataque contra o general Qassim Suleimani, uma das principais lideranças do Irã, o Parlamento do Iraque decidiu expulsar as tropas norte-americanas de seu território.
Os Estados Unidos mantêm hoje cerca de 5.000 homens em território iraquiano, com base em um acordo assinado em 2014 para que os americanos ajudassem no combate ao Estado Islâmico —que chegou a dominar parte significativa do território do país.
Desde o dia 2 de janeiro —quando um bombardeio feito por um drone americano matou Suleimani e ao menos outras oito pessoas em um aeroporto de Bagdá, a tensão entre Estados Unidos e Irã vem aumentando.
VINGANÇA.
Logo após a morte do general, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, prometeu "vingança implacável" contra os norte-americanos. "O martírio é a recompensa por seu trabalho incansável durante todos estes anos (...) Se Deus quiser, sua obra e seu caminho não vão parar aqui e uma vingança implacável espera os criminosos que encheram as mãos com seu sangue e a de outros mártires", afirmou o aiatolá Khamenei pelo Twitter..