O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou nesta segunda-feira a negociação entre a Embraer e a Boeing, que formarão a joint venture Boeing Brasil Commercial.
Por meio de nota o Cade comunicou que a operação foi aprovada sem nenhum tipo de restrição, uma vez que o Conselho avaliou que as empresas "não concorrem nos mesmos mercados e que não há risco de problemas concorrenciais decorrentes da aquisição."
A nova empresa absorverá toda a aviação comercial, com 80% para os americanos e 20% para a Embraer. A negociação completa é avaliada em US$ 4,2 bilhões. O Conselho ainda concluiu, em seu relatório, que a operação resultará em benefícios para a Embraer, que "passará a ser um parceiro estratégico da Boeing", diz a nota.
"Dessa maneira, a divisão que permanece na Embraer - aviação executiva e de defesa - contará com maior cooperação tecnológica e comercial da Boeing. Além disso, os investimentos mais pesados da divisão comercial, que possui forte concorrência com a Airbus, ficarão a cargo da Boeing", diz trecho do comunicado divulgado pelo Cade.
Nesta segunda, 16 mil funcionários da Embraer voltaram ao trabalho, após 15 dias de férias coletivas e três de licenças remuneradas, usados pela empresa para reestruturação.
Destes, 10 mil trabalham na planta de São José..