MORTE DE LEVINSOHN
'Depois que morre, todo mundo fica bonzinho!" Lembrei-me dessa frase do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, ao saber que a Prefeitura de São José dos Campos decretou luto de três dias pela morte de Ronald Levinsohn. Nada contra o falecido empresário, muito ao contrário. Trata-se de uma irreparável perda e a cidade pela qual ele sempre demonstrou nutrir um amor imenso tem uma eterna dívida de gratidão para com ele. Entretanto, não deixa de ser curioso essa homenagem póstuma, uma vez que Levinsohn foi objeto de uma ação na Justiça Eleitoral movida pelo PSDB (sic), que o acusava de usar seu poderio econômico em prol do então candidato Carlinhos de Almeida (PT), de cuja campanha à Prefeito Levinsohn foi o maior doador individual, chegando a defende-lo numa série de anúncios estampados no Jornal OVALE; criticava fortemente a gestão do então prefeito Eduardo Cury (PSDB), chamava o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB)de murista (sic), dizia que Emanuel Fernandes (PSDB) era ficha suja e impingira ao PSDB à candidatura do próprio enteado 'um candidato fraquíssimo passando para trás outros mais experientes' (sic), que os tucanos faziam macumba (sic) contra Carlinhos (PT) - a quem chamava de um homem do bem, limpo, bem casado e com possibilidades de um dia vir a Governar o Estado de SP (sic) - e que o PSDB transformara São José dos Campos num "lugar difícil, onde tudo é dificultado às pessoas, aos empresários e à população. Tudo não pode!' (sic). Esse mesmo Ronald Levinsohn por quem o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) decretou luto oficial. Coisas da política.
João Manuel Maio
São José dos Campos
ASSÉDIO NO ÔNIBUS
Tem mulher que não consegue reagir a assédio porque fica paralisada, com medo, não é tão fácil assim.
Emanuelli Santos
Igarapava-SP
ASSÉDIO NO ÔNIBUS-2
Vamos lá, pelo que entendi um infeliz assediou e outro gravou, então não é caso isolado, mas de quadrilha.
Sérgio Afonso
São José dos Campos