Política

Prefeitura de São José busca acordo para o Fadenp em ação judicial

Por Julio Codazzi@juliocodazzi |
| Tempo de leitura: 2 min
Corte. Equipe masculina de vôlei de São José deixou de receber recursos do Fadenp em agosto de 2019
Corte. Equipe masculina de vôlei de São José deixou de receber recursos do Fadenp em agosto de 2019

Após revés no Tribunal de Justiça e depois de ser acusado de "má-fé processual" pelo Ministério Público, o governo Felicio Ramuth (PSDB) manifestou à Justiça de São José dos Campos a intenção de que seja realizada uma audiência de conciliação no processo em que a Promotoria contesta o repasse de verbas do Fadenp (Fundo de Apoio ao Desporto Não Profissional) para equipes esportivas com perfil profissional.

Na manifestação, juntada essa semana ao processo, a gestão tucana alegou que "obedece rigorosamente" os critérios estabelecidos pela Lei Pelé para diferenciar uma atividade esportiva de rendimento não-profissional - os critérios seriam a liberdade de prática e a ausência de contrato formal de trabalho.

O governo Felicio argumentou ainda "que a lei estabelece critérios que, no mínimo, poderiam dar margem a uma interpretação diversa" sobre o enquadramento ou não de uma modalidade como profissional.

A audiência de conciliação, que já havia sido solicitada pela Escola do Corpo (entidade que gerencia a equipe de vôlei da cidade), serviria então para colocar um fim à "enorme insegurança jurídica", definindo os critérios que serão utilizados para diferenciar uma modalidade profissional de uma não profissional.

A Justiça ainda não se pronunciou sobre os pedidos feitos pela prefeitura e pela Escola do Corpo.

REPASSES.

A ação que contesta os repasses do Fadenp a equipes profissionais foi apresentada pelo MP em junho de 2019. Desde agosto, por decisão da Justiça de São José, a equipe de vôlei está sem receber recursos do município. Em dezembro, após um vaivém de liminares, o TJ decidiu ampliar a proibição a todas as equipes esportivas com perfil profissional.

No mesmo mês, em manifestação nos autos, a promotora Ana Chami afirmou ser contrária a qualquer acordo sobre a ação, disse que a prefeitura age com "má fé processual" ao alegar não saber "diferenciar as modalidades esportivas amadoras e profissionais" e citou outros exemplos de equipes com perfil profissional: vôlei feminino, basquete masculino e futebol feminino..

Comentários

Comentários