Brasil

Alvim culpa Google e assessoria por menção a Goebbels

Por Das agências@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
(Original Caption) 5/2/1945-Germany: Dr. Paul Joseph Goebbels, shown above during a fanatical speech in Sept. 1934, the Soviet High Command early today reported that Adolf Hitler and his notorius propaganda minister, Goebbels committed suicide in Berlin s
(Original Caption) 5/2/1945-Germany: Dr. Paul Joseph Goebbels, shown above during a fanatical speech in Sept. 1934, the Soviet High Command early today reported that Adolf Hitler and his notorius propaganda minister, Goebbels committed suicide in Berlin s

O secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, culpou nesta sexta-feira sua assessoria pelo discurso que faz menção a Joseph Goebbels e afirmou que o episódio foi uma "infeliz coincidência retórica" resultante de uma pesquisa no Google. Ele admitiu ter redigido 90% do pronunciamento veiculado ontem, mas não se responsabilizou pelas frases copiadas de um dos textos do ministro da Alemanha nazista. No fim da manhã, Alvim foi exonerado.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Alvim classificou o episódio como uma "casca de banana", questionado se deveria ou não pedir desculpas, afirmou: "Eu não posso me desculpar por uma coisa que eu não fiz deliberadamente".

O secretário do governo Jair Bolsonaro (sem partido) revelou ainda que a pasta está "investigando justamente qual foi a origem disso tudo". Na versão dele, as frases que remetem a Goebbels teriam sido colocadas em sua mesa pelos assessores que se dedicaram à pesquisa. A ideia original, segundo afirmou Alvim, era buscar no Google discursos sobre o tema "nacionalismo em arte".

"Qualquer pessoa com o mínimo de sanidade mental não pode ser cúmplice ou simpática a um regime que exterminou pessoas, um regime tão genocida quanto todos os regimes de esquerda ao longo do século 20", afirmou.

No vídeo, com o retrato de Bolsonaro ao fundo, Alvim imita a aparência e o tom de voz de Goebbels. Outra referência ao nazismo é a música de fundo, da ópera "Lohengrin", de Richard Wagner, obra que Hitler contou em sua autobiografia ter sido decisiva em sua vida.

"A minha vinculação é com a ideia de nacionalismo em arte, sim. Ele também tinha esse discurso? Tinha. Há uma similaridade aí. Agora, depreender daí semitismos, a ideia de que um indivíduo venha partir do seu sangue... É absolutamente terrível sob qualquer ponto de vista", complementou.

Alvim afirmou, ainda, que explicou o caso ao presidente Bolsonaro pela manhã. "Sim, aceitou [a explicação]. Entendeu que não houve má intencionalidade. Que não sabia a origem da menção específica, que o programa não pode ser diminuído por conta dessa questão", disse..

Comentários

Comentários