As crianças ficaram meio assustadas no início. Confesso que eu fiquei também. Não esperava uma surpresa dessas. Imagina só: você na sua casa e, de repente, um monte de carro da polícia aparece com as luzes e as sirenes ligadas. Pensei que fosse um problemão daqueles.
Mas não era nada disso.
Tem horas que até me surpreendo com a criatividade do pessoal que faz festa.
A galera da Polícia Civil de São José dos Campos resolveu entregar presentes a crianças de comunidades carentes de São José (Sítio Bom Jesus, na zona leste) e de Caçapava (Jardim Santa Luzia). A festa rolou nesta sexta-feira.
Eles foram de viatura mesmo, como se estivessem em uma daquelas operações. Chegaram com as sirenes ligadas. O pessoal ficou assustado. Até que um morador encostou, uma criança chegou e o primeiro brinquedo foi entregue.
Daí, a festa começou para valer. Em um minuto, dezenas de crianças apareceram para ganhar um brinquedinho e um saquinho com doces. Foram 25 policiais e 550 brinquedos, além de pipoca, bala e pirulito.
O escrivão Ricardo Aquino, do 3º DP (Distrito Policial) de São José, conta que a atitude de chegar como se fosse uma batida policial é proposital. Para desmitificar a figura da polícia junto à comunidade, principalmente as crianças.
Conversando com ele, o rapaz disse que começou com essa campanha, há cinco anos, porque durante um cumprimento de mandato de prisão numa comunidade carente ele reparou que as crianças fugiam dos policiais. E era época de Natal também.
"Resolvemos fazer essa campanha para mostrar que as crianças não precisam temer a polícia. Queremos mostrar outro lado", disse Aquino.
"A gente chega com as sirenes ligadas, eles ficam um pouco assustados no início, mas quando entrega o primeiro presente, vira festa. Eles gostam demais da nossa presença", afirmou o policial..
Todo mundo se lembra do Papai Noel no Natal. Nem sempre falam de mim, que estou ali sempre ao lado dele, batalhando para entregar milhares de presentes. Afinal, ser mulher não é fácil nem mesmo para a Mamãe Noel.
Eu trabalho em casa, cuido do Papai Noel e ainda embrulho os presentes de Natal, com aqueles milhares de ajudantes que a gente tem.
Quando eu resolvo aparecer ao lado do Papai Noel, o carinho das pessoas me emociona demais. É sempre uma festa. Parece que estão pertinho da própria mãe. Acho que ser Mamãe Noel é ser um pouco mãe de todo mundo. O coração é gigantesco.
Esses dias bate um papo com uma colega, que virou Mamãe Noel nesse Natal.
É a dona Margarida Veras, 67 anos, que mora São José dos Campos e trabalha há mais de 10 anos no Vale Sul Shopping, na zona sul da cidade.
Ela me contou que foi surpreendida pelo convite do centro de compras, para viver a Mamãe Noel durante o período de Natal, atendendo milhares de crianças que passam pelo shopping. Era um desafio e tanto, mas nem pestanejou.
"Foi uma surpresa para mim. Não tive nem tempo para pensar. Gosto muito de desafios e topei na hora. Aceitei encarar e estou muito feliz", conta.
Com nome de flor, ela é muito querida por todos. "As crianças aceitaram muito bem, mas também os adultos e idosos. Estou muito feliz".
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