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Sopa de letrinhas: MEC sugere uso de novo método de alfabetização

Por Bárbara Stephanie Monteiro |
| Tempo de leitura: 2 min
Letramento. Ensino básico
Letramento. Ensino básico

Na última avaliação de alfabetização, de 2016, realizada pelo MEC (Ministério da Educação), mais da metade das crianças de oito anos não alcançaram níveis satisfatórios. Diante deste cenário, o governo vem apostando em novas políticas.A nova PNA (Politica Nacional Alfabetização) elaborada pelo MEC e que indica que a alfabetização no país deverá priorizar o método fônico - no qual as crianças precisam identificar os segmentos de som que formam uma palavra - ainda causa divergência entre os acadêmicos.

Neste caso, a criança aprende a língua a partir do som de cada letra de forma individual: “b”, “p”. Como defesa, o MEC afirma que a metodologia tem em suas bases evidências que deram certo. “Estamos pedindo para que a alfabetização tenha critérios científicos”, defendeu o ministro da Educação, Abraham Weintraub. No entanto, há educadores que acreditam que implantar a metodologia no cenário atual não é adequado.

“Não existe um método melhor do que outro. A diferença está na facilidade que algumas línguas têm para aprender um modelo e a forma como ele é aplicado. No caso do Brasil, por exemplo, a língua é silábica, e ser ensinado por som pode ser mais complicado para algumas crianças”, disse Anamaria Gascón, coordenadora do curso de Pedagogia da Univap (Universidade do Vale do Paraíba). Na forma de ensino atual, o aprendizado se dá por meio da junção da consoante com a vogal “e”. Por exemplo, “be”, “pe”.

A coordenadora afirma ainda que outro fator crucial para o sucesso da alfabetização é a formação dos pedagogos. “Os professores não são preparados para aplicar esta didática. Além disso, as escolas não têm estrutura adequada. Para introduzir tal método, as salas não podem ter muitos alunos, o trabalho tem que ser mais individual. É o jeito que a língua é movimentada que vai produzir a sonoridade da letra”, informou.

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