Músico autodidata, o jacareiense Ari Pereira, 45 anos, é o convidado do Museu do Folclore de São José dos Campos para o programa Museu Vivo de domingo (30), que acontece de forma virtual pelo Facebook, a partir das 16h. Está é a segunda edição da atividade neste ano e no mês de maio. O programa foi retomado no último dia 16 e deverá prosseguir até novembro.
“Mais uma vez o Museu do Folclore compartilhará com o público, mesmo que de maneira remota, a sabedoria de um representante da nossa cultura popular. Com certeza, a conversa com o músico Ari Pereira, que falará sobre seus saberes e executará algumas músicas, será bastante proveitosa e agradável”, enfatiza Tiane Tessaroto, pesquisadora do programa Museu Vivo.
Gosto natural
Nascido numa família de músicos, Ari Pereira cresceu ouvindo sua mãe cantar e seus tios tocarem, daí o gosto natural pela música e o violão, que aprendeu a tocar sozinho. Já adulto passou a tocar com um grupo de teatro de rua e, mais tarde, aprendeu a fazer instrumentos musicais com material reciclável.
A música que Ari Pereira executa é basicamente a popular, com incursões no repente e na marchinha de Carnaval. “Mas, eu me interesso por todos os estilos regionais brasileiros”, afirma o músico. Hoje, Ari também é produtor cultural, arte-educador e pesquisador, sendo um amante das tradições folclóricas brasileiras.
Outras atividades
Atualmente, Ari trabalha na música e produção cultural do Grupo Fuá Rabecado, Trio Floriô e do seu show solo Cantos da Terra. Há dois anos faz parte do Projeto Arte nas Ruas, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, com a performance ‘Seu Malaquias e Sua Versaria’, criada com base na sua trajetória e pesquisa da rabeca e da literatura de cordel.
Além disso tudo, Ari ainda arruma tempo para outros projetos culturais. Com base em seus estudos e práticas de construção de tambores, fundou há três anos a Etnia Tambor, nome que deu para as oficinas onde ensina as pessoas a construírem tambores da cultura xamânica e de outras manifestações ligadas à cultura popular.