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‘Nunca foi tão importante discutir a maneira como a gente está vivendo’, diz líder de saúde ocupacional para a Bayer no Brasil

Por Da Redação |
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Daniela Borgman durante entrevista a OVALE
Daniela Borgman durante entrevista a OVALE

Daniela Bortman, líder de saúde ocupacional para a Bayer no Brasil, foi a convidada do Webinário +Indústria, organizado por OVALE, com o tema Indústria da Vida, nesta quarta-feira (26).

A convidada lembrou que a Bayer está no Brasil há mais de 125 anos acompanhando todas as diversas fases da nossa sociedade.

“Agora estamos vivendo um momento difícil e a Bayer está enfrentando esse momento. Nunca foi tão importante discutir a maneira como a gente está vivendo”, disse Daniela, lembrando que a empresa agora também está entrando no ramo de agronegócio, que inclui a planta de São José dos Campos.

Daniela disse que a Bayer está compartilhando expertise, técnica e logística, na Europa, para ajudar a produzir uma vacina contra a Covid-19.

Ela também falou sobre os projetos da empresa. “Estou há quatro anos na empresa, fico em São Paulo, fui muito à planta em São José dos Campos, acho que desde que cheguei na Bayer, fiquei muito bem surpreendida pela preocupação com o cuidado das pessoas, da família e da comunidade. Sem demagogia nenhuma”, disse.

Daniela disse que, durante a pandemia, a empresa conseguiu manter em casa quem precisava. “Desde começo, manteve em casa que precisava. E quem ia para a planta, fez as pessoas se sentirem confortáveis, para continuar entregando comida e saúde para as pessoas. Nosso lema é Saúde para todos, fome para ninguém”, disse.

“Como médica e profissional de saúde procurei passar informação de qualidade para a população e nossos colaboradores”, afirmou Daniela.

NOVO MODELO.

Segundo ela, depois da pandemia, nem tudo vai ser como era antes e isso pode ter um lado positivo. “Nada volta a ser como era antes e acho saudável isso. Temos que esperar algum tipo de crescimento em cima dessa tragédia. Entendo que, para quem pode trabalhar em home office, é uma tendência que vai permanecer”, disse.

“A Bayer optou pela forma híbrida para os que podem ficar de casa ou no lugar que eles queiram. Vai poder trabalhar da casa dele, da mãe dele, do filho dele, mas acredito que a gente tem que, mesmo de forma virtual, melhorar essa socialização, que afeta a saúde mental”, afirmou Daniela.

A médica e orientadora da Bayer disse ainda que o isolamento social tem um peso importante na saúde mental. “Muita gente usa a internet para manter contato com as outras pessoas. Home office depende de cada dinâmica familiar”, disse a especialista.

Segundo ela, desde o ano passado, empresa vem se mobilizando para ajudar a comunidade com a pandemia. Primeiro, a preocupação veio com as pessoas, para manter a segurança, com as medidas que foram implantadas.

ACIDENTE.

Daniela Bortman, que é formada em medicina, ficou tetraplégica aos 23 anos em um acidente de carro, em 2006, quando ainda estava na faculdade. Por pouco, não perdeu a vida.

Porém, ela se recuperou e, mesmo com as limitações físicas, conseguiu terminar a faculdade, na Unitau (Universidade de Taubaté).

“Eu estava em Taubaté, quando sofri um acidente de casa e quebrei o pescoço, com uma lesão medular. Perdi todos os movimentos do corpo, no terceiro ano de faculdade de Medicina. Eu estava super feliz, jogando handebol e, de repente, vem uma situação dessa. Tenho refletido muito nesse tempo de pandemia e várias sensações estão me levando para aquela época, pois todos estão vivendo um trauma”, disse.

“Era uma menina nova, morando em uma república, curtindo a vida e de repente veio uma tragédia dessa. Nenhuma tragédia dessas deve ser romantizada. O sofrimento faz parte da vida e os desafios são inerentes à nossa vida. De repente, eu estava em um corpo que eu não conhecia mais”, afirmou.

“Foi uma reabilitação tão difícil, mas contei com ajuda de muita gente, da família, de amigos e pessoas da minha vida que passaram para de fato transformar com pequenas atitudes. Meu pai insistiu para eu voltar à faculdade e, graças à essa insistência dele, eu concluí os estudos”, disse Daniela.

“Sou a primeira tetraplégica a se formar em medicina. Foi muito difícil, pois não tinha como convencer as outras pessoas de que dava”, afirmou a orientadora da Bayer, que exaltou a postura inclusiva da Bayer.

Ela disse ainda que as empresas estão caminhando para melhorar a inclusão de funcionários que possuem algum tipo de limitação, mas que ainda tem bastante o que comemorar.

Na conversa, ela ainda falou sobre a importância do conhecimento científico nos tempos de pandemia. 

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