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Integrantes da CPI que irá apurar situação financeira do IPMT são definidos

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Fachada do IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté)
Fachada do IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté)

Foram definidos os cinco integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que irá apurar a situação financeira do IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté).

A composição da comissão foi definida pelo presidente da Câmara, o vereador Paulo Miranda (MDB).

O presidente da CPI, como determinado pelo regimento interno, será o primeiro subscritor do requerimento que pediu a abertura da comissão: Marcelo Macedo (MDB), líder do governo José Saud (MDB) na Câmara. Os demais integrantes serão Douglas Carbonne (DEM), Elisa Representa Taubaté (Cidadania), Serginho (PP) e Alberto Barreto (PRTB). Os suplentes serão Nunes Coelho (Republicanos) e Dentinho (PSL).

A comissão terá 90 dias para concluir os trabalhos. O prazo pode ser prorrogado até o fim da legislatura, em 2024.

CRISE.

Em março, o IPMT chegou a divulgar um comunicado em que alegou que corre o risco de ser extinto caso uma série de medidas não sejam tomadas pela Prefeitura e pela Câmara.

O comunicado foi endereçado ao funcionalismo – o instituto é responsável pela previdência de 9.155 servidores da Prefeitura, da Câmara, da Unitau (Universidade de Taubaté) e do próprio IPMT, sendo 6.321 ativos, 2.177 aposentados e 657 pensionistas.

A principal medida cobrada pelo instituto é a aprovação do projeto que amplia de 11% para 14% a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores. Segundo o IPMT, sem a alteração na alíquota, o instituto deixa de arrecadar pelo menos R$ 11 milhões por ano.

Segundo a Reforma da Previdência sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em novembro de 2019, essa alteração na alíquota deveria ter sido implantada até julho de 2020, mas o ex-prefeito Ortiz Junior (PSDB) só enviou a proposta à Câmara em setembro passado.

Outras duas medidas cobradas pelo IPMT também têm relação com problemas iniciados no governo Ortiz. Por um calote que começou em junho de 2019, a Prefeitura deve pelo menos R$ 76 milhões ao instituto. O órgão cobra o envio de um projeto à Câmara que contemple o pagamento parcelado dessa quantia.

Outra medida solicitada é a revisão dos aportes patronais ao IPMT: no governo Ortiz, foram aprovadas três leis que reduziram drasticamente os valores repassados por Prefeitura, Câmara, Unitau e pelo próprio instituto. Se isso não for revisto, o déficit até 2053 será de R$ 858 milhões.

O IPMT alega ter, atualmente, um déficit mensal de R$ 4,7 milhões. O instituto alerta que, em caso de extinção, a Prefeitura terá que assumir a responsabilidade do sistema previdenciário municipal, cuja folha de pagamento anual chega a R$ 193 milhões.

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