ELEIÇÃO

Ficha limpa de verdade

Por Mara Gabrilli |
| Tempo de leitura: 3 min
Senadora e candidata à Deputada Estadual por São Paulo (PSD)

“Chega, senhor presidente! Levanta desta cadeira, Eduardo Cunha”.

Foi assim que me manifestei, em 2015, no plenário da Câmara dos Deputados. Em tom de desabafo, cobrei a saída dele da presidência da Casa, em um momento em que acumulava uma série de denúncias e processos no Conselho de Ética.

Aquele não foi apenas um instante de indignação isolado.

Procuro trazer essa mesma postura para os meus 30 anos de vida pública. Aprendi que fiscalizar, denunciar e cobrar responsabilidade de quem administra o dinheiro público é um dever de quem serve à população, sem medo de enfrentar o que for preciso.

Ficha limpa de verdade se prova na prática do dia a dia, muito além de qualquer certidão de papel.

Acredito profundamente que a corrupção não tem lado partidário. Corrupção é corrupção, e dinheiro público pertence a cada cidadão.
Cada centavo que desaparece de um contrato, de uma obra ou de uma política pública tem um rosto e uma consequência. Significa alguém que deixou de ser atendido, menos medicamento na prateleira, menos acessibilidade nas ruas, menos assistência e menos proteção para quem mais precisa.

É a mãe que espera na fila pelo tratamento do filho. É a pessoa com deficiência que não encontra vaga para a reabilitação. É a mulher vítima de violência que clama por proteção. Por isso sigo fiscalizando, com a convicção de que fiscalizar é, antes de tudo, um ato de cuidado com as pessoas. Essa tem sido uma missão central na minha trajetória no Congresso.

Tenho a honra de ter sido relatora da Lei Brasileira de Inclusão e de ter trabalhado pela proteção de pessoas com autismo, dislexia e TDAH.

Continuo batalhando pela defesa das mulheres e das crianças, lutando por políticas sérias de saúde e assistência social.

No Senado, procurei transformar a fiscalização em propostas concretas. No Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, por exemplo, identifiquei falhas de execução e apresentei recomendações para corrigir os gargalos.

Na luta ao lado das famílias afetadas pelo vírus Zika, ajudei a transformar uma dor compartilhada em lei, garantindo direitos fundamentais, como indenização e pensão especial.
É assim que tentamos demonstrar que, quando o dinheiro público é bem aplicado, ele se transforma em direito e dignidade.

Por outro lado, quando o recurso some ou é desviado, é sempre o mais vulnerável quem paga a conta.
Um mandato não se mede apenas pela quantidade de proposições apresentadas no papel. A verdadeira régua é a disposição constante de fiscalizar, prestar contas e encarar os problemas. 

Foi assim no episódio de 2015, e continua sendo assim, enfrentando quem quer que seja para garantir que os direitos da nossa gente sejam respeitados.

Ao longo do meu trabalho, procurei viabilizar mais de R$ 760 milhões destinados a São Paulo, chegando à capital e também aos pequenos municípios que tantas vezes ficam esquecidos. Falamos de recursos que chegam na ponta para quem mais precisa: mulheres, mães, pessoas com deficiência e doenças raras, jovens, pequenos agricultores e nossas crianças.

É com esse mesmo espírito de serviço que pretendo continuar caminhando e somando esforços na Assembleia Legislativa de São Paulo. Porque ser ficha limpa de verdade não é apenas um slogan de campanha; é um compromisso diário com as pessoas e a marca que procuro honrar ao longo da minha vida.

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