A mãe e o padrasto de Pérola Inocência, de 2 anos, foram presos nesta sexta-feira (25) no Vale do Paraíba. Os dois eram procurados pela Justiça no âmbito da investigação que apura as circunstâncias da morte da criança, ocorrida em dezembro de 2025, após ela dar entrada em uma unidade de saúde de Cruzeiro com diversas lesões pelo corpo.
Karolina Pereira, mãe da menina, foi localizada pela Polícia Militar em um apartamento no Conjunto Habitacional Colinas da Mantiqueira, em Cruzeiro. Segundo a PM, equipes do 23º Batalhão de Polícia Militar do Interior já tinham conhecimento da existência de um mandado de prisão contra ela relacionado ao caso.
Após ser localizada, Karolina foi levada ao plantão policial, onde a ordem judicial foi cumprida.
O padrasto da criança, Nicolas Bruno Lucas Gonçalves, também foi preso na sexta-feira, mas em outra cidade. Ele foi abordado por policiais militares rodoviários na Rodovia Presidente Dutra, em Guaratinguetá.
De acordo com o registro policial, a equipe recebeu informações de que um Chevrolet Cruze prata estaria circulando pela Rodovia SP-171 e que uma pessoa procurada pela Justiça poderia estar entre os ocupantes.
Durante o patrulhamento, os policiais localizaram um veículo com as características informadas e passaram a acompanhá-lo. A abordagem ocorreu na Dutra, na altura do km 162,5.
Cinco pessoas estavam no carro. Nada de ilícito foi encontrado durante a revista, segundo a Polícia Militar. Após a identificação dos ocupantes e a consulta aos sistemas policiais, os agentes constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra Nicolas.
Ele foi encaminhado ao Plantão Policial de Guaratinguetá para o cumprimento da decisão judicial.
O que se sabe sobre a investigação
A investigação começou após a morte de Pérola, em dezembro de 2025. A menina, então com 2 anos, foi levada em estado grave para uma unidade de saúde de Cruzeiro apresentando múltiplas lesões e hematomas.
Por causa da gravidade do quadro, a criança foi transferida para o Hospital Regional de São José dos Campos, mas não resistiu e morreu.
As características dos ferimentos chamaram a atenção da equipe médica, que acionou as autoridades para que as circunstâncias fossem apuradas.
Inicialmente, segundo as informações relacionadas ao caso, teria sido apresentada a versão de que os machucados teriam sido provocados por uma queda. Os sinais encontrados no corpo da menina, porém, levaram à abertura de uma investigação.
A partir das apurações, a mãe e o padrasto passaram a ser investigados no caso. Posteriormente, a Justiça expediu mandados de prisão contra os dois, cumpridos nesta sexta-feira.
As circunstâncias exatas em que Pérola sofreu as lesões e a eventual participação de cada investigado continuam sendo objeto da apuração policial.