A Operação Ícaro, conduzida pela Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Taubaté, chegou a 23 pessoas presas após quatro fases de investigação contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.
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A ação, iniciada em 2025, também resultou na apreensão de grande quantidade de entorpecentes, armas, munições, veículos e equipamentos utilizados pelo grupo.
A quarta fase foi deflagrada nesta quinta-feira (24), na parte alta de Taubaté, com apoio de outras unidades da Polícia Civil, além da Romu (Ronda Ostensiva Municipal) e do GTAM (Grupo Tático de Apoio Motorizado) da GCM (Guarda Civil Municipal).
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária. Quatro integrantes da organização foram presos, sendo três deles foragidos da Justiça.
Nesta etapa, os policiais apreenderam 920 porções de maconha, sete tijolos da droga e 155 porções de flor de maconha, além de entorpecentes a granel.
Também foram encontrados um revólver calibre 32, cinco balanças de precisão, cerca de R$ 8 mil em dinheiro trocado, eppendorfs vazios, anotações e outros materiais relacionados ao tráfico.
A operação também retirou de circulação três veículos — um Chevrolet Onix, um Volkswagen Voyage e uma Fiat Toro — e dois jet skis.

Balanço das quatro fases
Na primeira fase, cinco integrantes foram presos e um suspeito morreu após, segundo a polícia, atirar contra os agentes durante a abordagem. A ação contou com apoio do helicóptero Águia, da Polícia Militar.
Na ocasião, foram apreendidos mais de 45 quilos de drogas, quatro armas de fogo e mais de 300 munições de calibre 7,62. A investigação também levou ao desmantelamento de um laboratório utilizado para a preparação de drogas.
A segunda fase ocorreu em uma chácara em São Luiz do Paraitinga e terminou com seis integrantes presos. Foram apreendidos 7.360 pinos de cocaína, quatro tijolos de pasta base, 197 pedras de crack e 40 porções de cocaína a granel.
Os policiais também encontraram 17 mil sacolés, 20 mil eppendorfs, seis balanças, seis liquidificadores industriais e uma máquina de contar dinheiro, além de veículos e uma motocicleta com registro de roubo. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo estimado à organização criminosa chegou a R$ 1,2 milhão.
A terceira fase, realizada em 4 de dezembro de 2025, teve como principal alvo o líder da organização criminosa. Ele foi preso, juntamente com outros sete integrantes do grupo. Na operação, foram apreendidos um revólver calibre 38, crack, cocaína, haxixe, maconha e celulares.

Somadas as quatro fases, o balanço divulgado pela Deic aponta 23 prisões, além de mais de 45 quilos de drogas, milhares de porções e unidades de entorpecentes, seis armas de fogo e mais de 300 munições, sem contar os veículos, motocicleta, jet skis e equipamentos apreendidos ao longo da investigação.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa.
O nome Ícaro faz referência ao personagem da mitologia grega que, segundo a narrativa, tentou voar cada vez mais alto antes de cair. Para a Deic, a denominação representa a trajetória do grupo investigado, que passou a ser alvo de sucessivas ações policiais.