A Polícia Civil investiga um dentista suspeito de registrar e compartilhar imagens íntimas de uma mulher sem o consentimento dela. A operação foi realizada nesta quinta-feira (3), com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão determinados pela Justiça.
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A ação ocorreu em Sinop, no norte de Mato Grosso, e foi conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde. Os policiais realizaram buscas em uma residência e em um consultório odontológico relacionados ao investigado.
Vítima descobriu imagens após ser avisada
Segundo a delegada Paula Moreira, responsável pela investigação, o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil depois que a mulher descobriu que imagens em que aparecia nua teriam sido feitas sem que ela soubesse.
De acordo com a investigação, o conteúdo teria sido posteriormente compartilhado em grupos do WhatsApp. A vítima soube da existência das imagens após ser informada por outras pessoas que tiveram acesso ao material.
Diante da situação, ela procurou a delegacia e registrou a denúncia.
Conforme o relato apresentado à polícia, a mulher teve um relacionamento breve com o dentista no ano passado. Durante o período em que os dois estiveram juntos, ele teria aproveitado momentos de intimidade para fazer os registros sem autorização.
Celular será analisado pela perícia
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam o telefone celular utilizado pelo suspeito.
O aparelho será encaminhado para perícia técnica. Os trabalhos deverão verificar se as imagens estão armazenadas no dispositivo e buscar elementos que possam esclarecer se o conteúdo foi compartilhado e qual teria sido a participação do investigado na eventual divulgação.
A análise do material apreendido será utilizada pela Polícia Civil para reunir novos elementos para o inquérito.
Polícia encontra armas na residência
Durante as buscas na residência do dentista, os policiais também encontraram duas pistolas e uma arma de calibre 12.
Segundo a Polícia Civil, as armas não foram apreendidas porque o investigado possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e, conforme constatado durante a operação, o armamento estava devidamente regularizado.
Por esse motivo, não houve prisão em flagrante.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, caso a investigação resulte no indiciamento do suspeito, a Polícia Federal deverá ser comunicada para avaliar as medidas cabíveis relacionadas ao armamento e ao registro do investigado como CAC.
Investigação continua
A Polícia Civil aguarda os resultados das perícias e a análise dos materiais apreendidos antes de concluir o inquérito.
O caso é investigado como possível registro e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento. Até o momento, a investigação segue em andamento.