A 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas será realizada em 7 de setembro de 2026, feriado da Independência do Brasil, com mobilizações em diversas cidades do país. Neste ano, a iniciativa terá como lema “Na defesa da terra, da paz e da moradia, erguemos a voz: mulheres vivas e soberania!”, mantendo como tema permanente a defesa da “Vida em Primeiro Lugar!”.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Entre as principais pautas estão a defesa do direito à moradia e à terra, o combate aos despejos forçados e à especulação imobiliária, além da cobrança por políticas públicas para enfrentar o déficit habitacional. A mobilização também dará destaque ao combate à violência contra a mulher e aos feminicídios.
A programação ocorre em um ano eleitoral e também incorpora discussões sobre democracia, justiça social e soberania. Os organizadores defendem o diálogo na sociedade e a redução das desigualdades, além de manifestações pela paz diante do cenário de tensões internacionais.
Romaria em Aparecida
Em Aparecida, no Vale do Paraíba, a mobilização será acompanhada pela 39ª Romaria das Trabalhadoras e Trabalhadores ao Santuário Nacional de Aparecida.
Organizada pela Pastoral Operária e pelo Serviço Pastoral dos Migrantes, em parceria com pastorais sociais e movimentos populares, a romaria terá como lema “Com a Mãe Aparecida, a classe trabalhadora reza e luta por vida digna, com Justiça, Trabalho e Moradia”.
A expectativa é de participação de milhares de fiéis e representantes da classe trabalhadora de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. A programação terá momentos de mística, caminhada e celebração eucarística no Santuário Nacional de Aparecida.
A romaria acontece tradicionalmente em conjunto com as mobilizações do Grito dos Excluídos, reforçando as reivindicações relacionadas a trabalho, moradia e condições de vida.
Moradia é um dos temas
As discussões deste ano também dialogam com a Campanha da Fraternidade 2026, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que teve como tema “Fraternidade e Moradia”.
A organização pretende levar para as ruas o debate sobre o déficit habitacional e a ocupação das terras, além de questões relacionadas aos conflitos agrários e urbanos. A defesa da vida também aparece entre os principais eixos, especialmente diante dos casos de violência contra mulheres.
Outro ponto destacado é a defesa da democracia e da participação popular. Por ocorrer durante um ano eleitoral, o movimento afirma que pretende estimular o diálogo e a busca por uma sociedade mais igualitária.
História do Grito dos Excluídos
O Grito dos Excluídos surgiu em 1994, a partir da 2ª Semana Social Brasileira da CNBB. A primeira manifestação nacional ocorreu em 7 de setembro de 1995, quando atos foram realizados em mais de 170 localidades do país.
Aparecida teve papel de destaque desde o início da mobilização, com uma grande manifestação realizada na cidade em conjunto com a Romaria dos Trabalhadores.
Em 1996, a iniciativa passou a contar oficialmente com o apoio da CNBB e, desde então, o Grito dos Excluídos se consolidou como uma das principais mobilizações populares realizadas durante o feriado de 7 de setembro.
Na edição de 2026, além das pautas sociais e relacionadas à moradia, os organizadores colocam no centro do debate a soberania democrática e o enfrentamento ao que classificam como interferências externas e avanço de pautas autoritárias no Brasil e na América Latina.
A mobilização nacional pretende reunir movimentos populares, pastorais sociais, trabalhadores e outros setores da sociedade em atos espalhados pelo país, tendo como eixo a defesa dos direitos das populações em situação de maior vulnerabilidade.