MONTADORA

Metalúrgicos da GM param em São José após rejeitar reajuste de 1%

Por Jesse Nascimento | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Roosevelt Cassio/Sindicato dos Metalúrgicos
Movimentação de metalúrgicos na GM de São José dos Campos
Movimentação de metalúrgicos na GM de São José dos Campos

Os metalúrgicos da General Motors em São José dos Campos fizeram uma paralisação de duas horas na manhã desta quarta-feira (2), após rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela montadora. A mobilização ocorreu das 5h50 às 7h50.

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A categoria reivindica reajuste de 3,5% acima da inflação, enquanto a empresa ofereceu ganho real de 1% em 2026. Os trabalhadores estão em estado de greve desde segunda-feira (31), como forma de pressionar a empresa durante a campanha salarial.

A paralisação foi aprovada em assembleia realizada nesta quarta, depois que duas propostas apresentadas pela GM em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região foram rejeitadas.

Propostas da GM

Uma das alternativas apresentadas pela montadora previa um acordo de dois anos. Para 2026, o reajuste seria equivalente ao INPC, acrescido de 1%. Em 2027, os salários teriam apenas a reposição da inflação, sem ganho real.

A segunda proposta previa um acordo de quatro anos, sem reajuste acima da inflação durante todo o período.

Além do aumento salarial, os trabalhadores também reivindicam mudanças no vale-alimentação. A proposta da categoria é de R$ 1.200 por mês em 2026 e R$ 1.350 em 2027.

No acordo de dois anos apresentado pela GM, os valores seriam de R$ 950 em 2026 e R$ 1.000 em 2027. Na proposta de quatro anos, o benefício começaria em R$ 1.050 em 2026 e chegaria a R$ 1.250 somente em 2029.

Sindicato ameaça ampliar mobilização

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, já foram realizadas 11 reuniões com a GM desde o início da campanha salarial de 2026. Uma nova rodada de negociação está prevista para quinta-feira (3).

O vice-presidente do sindicato, Valmir Mariano, afirmou que a paralisação desta quarta é parte de uma mobilização que poderá ser ampliada caso a montadora não apresente uma nova proposta.

“A mobilização, iniciada com o estado de greve, levou a empresa a alguns avanços nas negociações, mas isso ainda não atende a nossa pauta”, afirmou.

Segundo Mariano, os trabalhadores podem avançar para uma greve caso não haja acordo.

A campanha salarial reúne mais de 20 mil trabalhadores dos setores automobilístico e aeroespacial na região de São José dos Campos. A GM está entre as principais empresas empregadoras do setor no município.

GM ainda não se manifestou

Procurada, a General Motors ainda não havia se manifestado sobre a paralisação realizada pelos trabalhadores nesta quarta-feira.

A próxima reunião entre a empresa e o sindicato está marcada para quinta-feira (3), quando as partes devem retomar as negociações.

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