Os metalúrgicos da General Motors em São José dos Campos aprovaram, nesta segunda-feira (31), o estado de greve durante assembleia realizada com os trabalhadores do primeiro turno. A categoria cobra avanços na Campanha Salarial 2026, principalmente a aplicação do INPC acrescida de 3,5% de aumento real nos salários.
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Uma nova assembleia está prevista para as 14h, com os funcionários do segundo turno. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, já foram realizadas dez rodadas de negociação entre representantes dos trabalhadores e da GM.
De acordo com a entidade, a empresa mantém, até o momento, uma proposta de apenas reposição da inflação medida pelo INPC, sem ganho real.
Reivindicações da categoria
A proposta apresentada pelo sindicato prevê um acordo coletivo de dois anos e inclui, além do reajuste acima da inflação, uma série de reivindicações relacionadas a salários, benefícios e condições de trabalho.
Entre os pedidos estão aumento do vale-alimentação, valores maiores de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), estabilidade no emprego, efetivação de trabalhadores temporários e progressão salarial.
A categoria também reivindica redução da jornada sem redução salarial, fim da escala 6x1 e do sistema conhecido como day off, além da renovação das cláusulas sociais e melhorias no convênio médico.
Aumento real de 3,5%
Para 2026, a reivindicação dos trabalhadores é de reposição integral da inflação medida pelo INPC mais 3,5% de aumento real. A mesma fórmula seria aplicada em 2027 caso o acordo de dois anos seja aprovado.
Segundo o sindicato, a proposta apresentada pela GM contempla apenas a reposição da inflação. A entidade considera insuficiente um reajuste sem ganho real e defende que os resultados obtidos pela fábrica também sejam refletidos na remuneração dos trabalhadores.
Vale-alimentação e PLR
A pauta salarial também prevê mudanças nos benefícios. O sindicato pede vale-alimentação mensal de R$ 1.200 em 2026 e de R$ 1.350 em 2027.
Para a Participação nos Lucros e Resultados, a proposta estabelece R$ 23.500 em 2027 e R$ 24.900 em 2028.
A categoria ainda reivindica estabilidade no emprego durante toda a vigência do acordo coletivo e a efetivação dos funcionários temporários.
Estado de greve não significa paralisação
A aprovação do estado de greve é uma medida de mobilização e não representa uma interrupção imediata da produção. A fábrica da GM continua funcionando normalmente neste momento.
Uma eventual paralisação dependerá do andamento das negociações, das propostas apresentadas pela empresa e das próximas decisões dos trabalhadores em assembleias.
A fábrica da General Motors em São José dos Campos tem aproximadamente 3.300 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. A unidade produz a picape Chevrolet S10 e o SUV Trailblazer.
Próximos passos
A assembleia do segundo turno está prevista para as 14h desta segunda-feira. Os trabalhadores deverão decidir se também aprovam o estado de greve.
Depois das assembleias, o sindicato espera uma nova manifestação da GM sobre as reivindicações apresentadas durante a campanha salarial.
Até a publicação desta reportagem, o material utilizado como base não apresentava uma manifestação direta da General Motors sobre as críticas do sindicato. O espaço segue aberto.