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História traçada nas ruas de Taubaté: o mapa do tempo

Por Xandu Alves | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Planta de Taubaté feita por Arnaud Julien Pallière, em 1821

Poucas cidades do interior paulista ainda preservam, em seu centro histórico, o desenho urbano criado há quase 400 anos. Em Taubaté, algumas das primeiras ruas abertas durante a fundação da cidade continuam praticamente com o mesmo traçado do século 17, formando um verdadeiro roteiro pela história do Vale do Paraíba. 

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As vias estreitas que ligam a Igreja Matriz, a Capela do Pilar e a Igreja do Rosário revelam o núcleo original da cidade e ajudam a contar como Taubaté se tornou um dos principais pontos de ocupação do interior paulista durante o período das bandeiras.

Muito antes da chegada da ferrovia e do ciclo do café, Taubaté já desempenhava um papel estratégico na expansão do território paulista. A partir da cidade surgiram outros importantes núcleos urbanos da região, como Pindamonhangaba e Tremembé, consolidando sua posição como um dos berços da ocupação do Vale.

Segundo o arquiteto e professor aposentado de História da Cultura e Patrimônio Cultural da Unitau (Universidade de Taubaté), Benedito Assagra Ribas de Mello, ex-presidente do Conselho de Patrimônio Histórico da cidade, o traçado urbano original permanece facilmente identificável (imagem).

“Podemos dizer que o núcleo compreendido entre a Igreja do Rosário, a Matriz e a Capela do Pilar preserva o traçado original da cidade. São aquelas ruas estreitas e pequenas”.

Ele explica que a configuração das vias ainda lembra as cidades paulistas do século 19.

Esta reportagem integra o projeto Taubaté#400, iniciativa de OVALE que propõe uma reflexão sobre a trajetória da cidade, os desafios do presente e as oportunidades para as próximas décadas. Desenvolvido por OVALE, o projeto conta com apoio institucional da Prefeitura de Taubaté e patrocínio da Unitau (Universidade de Taubaté) e Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), Milclean e Avocar.

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