A ex-ministra do Planejamento e Orçamento do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), afirmou, em entrevista a OVALE, que vê um “paralelo” entre as suspeitas que envolvem um dos filhos do presidente Lula e o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Segundo Tebet, apesar de os casos tratarem de situações diferentes, ambos devem ser investigados com transparência e sem distinção política. Ela defendeu que eventuais denúncias sejam apuradas com “o mesmo peso e a mesma medida”.
“Eu vejo um paralelo de suspeitas, de indícios que precisam ser investigados, mas precisam ser investigados com o mesmo peso e com a mesma medida”, afirmou a OVALE.
Suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro
Ao comentar o caso de Flávio Bolsonaro, Tebet mencionou as suspeitas relacionadas ao Banco Master e também citou investigações e denúncias antigas envolvendo o senador.
A ex-ministra fez referência às acusações relacionadas às chamadas “rachadinhas” no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. Tebet ressaltou que se trata de denúncias e que não é possível fazer acusações sem provas.
“Nós estamos falando de um candidato que não nasceu rico, mas que virou deputado e, no Rio de Janeiro, ainda não explicou as rachadinhas no seu gabinete. Eu estou falando no âmbito de denúncias. Eu não posso acusar sem prova, mas são denúncias seríssimas”, disse.
Tebet também mencionou a compra de imóveis e a aquisição de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões por Flávio Bolsonaro. Segundo ela, ainda existem questionamentos sobre a origem de parte dos recursos utilizados na negociação.
“Quem é que tem milhões em dinheiro vivo e paga por essa mansão? Ainda não é explicado”, afirmou.
Banco Master e suspeitas contra filho de Lula
Na avaliação de Tebet, as suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro e o filho de Lula são diferentes em natureza, mas ambas precisam ser esclarecidas pelas autoridades.
“No caso do Flávio é o Banco Master, no caso do filho seria um possível tráfico de influência. São denúncias gravíssimas que precisam ser investigadas. Ninguém está acima da lei”, declarou.
A ex-ministra também defendeu transparência na divulgação de informações relacionadas às investigações. Para ela, eventuais vazamentos não podem ocorrer de maneira seletiva.
“A mesma Polícia Federal que vaza informações de um lado, não estou dizendo que é ela que vaza, mas que sai o vazamento, precisa dar transparência o mais rápido possível do lado de lá”, afirmou.
Diferença entre Lula e Bolsonaro
Apesar de estabelecer um paralelo entre os casos, Tebet destacou uma diferença que considera fundamental. Segundo ela, Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência e, caso eleito, terá o poder de decisão do cargo.
“A única diferença que eu faço é que, no caso do Flávio, nós estamos falando do presidenciável, aquele que vai ter a caneta na mão e que tem uma série de denúncias muito anteriores a essa”, disse.
Tebet também comparou o atual cenário político com o período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência da República. Na avaliação dela, hoje a Polícia Federal tem maior autonomia para investigar eventuais suspeitas envolvendo integrantes da família do presidente.
“Lá atrás, eu era senadora, ninguém me contou. Lá atrás, o pai mudou o superintendente da Polícia Federal para parar a investigação. Aqui nós temos uma Polícia Federal com autonomia para investigar o filho”, afirmou.
Para Tebet, o ponto central é garantir que as investigações avancem independentemente de quem esteja envolvido.
“Os dois casos são sérios e precisam ser investigados”, concluiu.