Uma câmera de segurança registrou o momento em que uma mulher em situação de rua quebra os vidros de oito carros com pedras, tijolos e pedaços de ferro. Os veículos estavam estacionados no momento dos ataques, que ocorreram de forma aleatória.
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O caso aconteceu no início da tarde desta terça-feira (25), no Lago Sul, em Brasília, em um estacionamento próximo a uma academia no Setor de Clubes Esportivos Sul. Imagens mostram a mulher pegando objetos em um monte de entulho antes de iniciar a depredação.
Mulher usou pedras e pedaços de ferro
Nas imagens, a mulher se aproxima de um local onde havia materiais descartados e pega diferentes objetos. Em seguida, começa a atingir os veículos estacionados.
Os ataques provocaram danos em vidros laterais, dianteiros e traseiros dos carros. Ao todo, oito veículos foram atingidos.
Segundo uma das vítimas, a mulher foi contida por seguranças e pessoas que estavam próximas à academia. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e esteve no local.
A PMDF foi procurada para fornecer mais informações sobre a ocorrência, mas não havia apresentado detalhes até a última atualização.
Mulher teria pedido para ser presa
Testemunhas que estavam nas proximidades, incluindo comerciantes e frequentadores da academia, relataram que a mulher dizia que queria ser presa.
Segundo os relatos, ela afirmava que pretendia ser detida “para poder tomar um banho e deixar de comer comida de rua”.
Luís Felipe Souza, de 23 anos, contou que estava chegando à academia quando percebeu a situação e avisou que os veículos estavam sendo danificados.
“Foi questão de cinco minutos”, relatou.
Suspeita é levada para delegacia
Após ser contida, a mulher foi encaminhada para a 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul. Os motoristas que tiveram os veículos danificados também foram orientados a comparecer à unidade para registrar a ocorrência.
Em nota, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que a PMDF identificou a suspeita após ser acionada. Segundo a corporação, ela admitiu ter provocado os danos e afirmou que queria ser presa por uma questão relacionada à própria dignidade.
Ainda conforme a polícia, a mulher não resistiu à prisão, mas apresentou comportamento alternando momentos de lucidez e falas desconexas.
As vítimas foram orientadas a fornecer os dados necessários para a abertura dos procedimentos e o registro dos prejuízos provocados nos veículos.