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Da RMVale, ex-chefe de gabinete de Lula pede quadro de R$ 100 mil

Por Da Redação | Brasília
| Tempo de leitura: 3 min
Patrick Grosner/Divulgação
Do Vale, ex-chefe de gabinete de Lula pede quadro de R$ 100 mil
Do Vale, ex-chefe de gabinete de Lula pede quadro de R$ 100 mil

Natural de Caraguatatuba, no Litoral Norte, o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, voltou a ser citado em mensagens que fazem parte de uma investigação da Polícia Federal.

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De acordo com informações reveladas sobre o conteúdo das conversas, Marcola teria pedido à empresária e lobista Roberta Luchsinger um quadro avaliado em 100 mil euros. A troca de mensagens está inserida na investigação que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo a empresária e Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

Em outro trecho das mensagens, Roberta teria informado que a obra de arte estava sendo emoldurada para posterior entrega.

O episódio surge dias depois de Marcola deixar a equipe da campanha de reeleição de Lula, após a divulgação de informações sobre pagamentos realizados por Roberta Luchsinger em seu benefício. O ex-chefe de gabinete sustenta que os valores se referem a um empréstimo pessoal, posteriormente quitado.

Ligação com Caraguatatuba

Nascido em Caraguatatuba, Marco Aurélio Santana Ribeiro mantém uma trajetória política ligada à cidade onde nasceu.

Em fevereiro deste ano, a Câmara Municipal concedeu a ele o Título de Gratidão Caiçara, homenagem destinada a personalidades que prestaram relevantes serviços ao município. A iniciativa foi proposta pelo vereador Renato Leite Carrijo de Aguilar, o Tato Aguilar (MDB).

Na justificativa da homenagem, foram destacados a atuação de Marcola no serviço público e sua trajetória política, que o levou a ocupar cargos estratégicos em Brasília.

Pouco antes, em janeiro, a vereadora Cássia Gonçalves de Jesus (PT) também apresentou uma moção de congratulação em reconhecimento à sua dedicação ao serviço público e à atuação política.

Agora, o nome do político nascido em Caraguatatuba volta ao centro das atenções nacionais com a divulgação das mensagens obtidas no curso da investigação da Polícia Federal.

Saída da campanha de Lula

Marcola deixou recentemente a equipe da campanha de reeleição do presidente Lula. A decisão ocorreu após a divulgação de informações sobre pagamentos que teria recebido de Roberta Luchsinger, empresária apontada nas investigações como ligada ao grupo do empresário conhecido como "Careca do INSS".

Segundo informações divulgadas anteriormente, Marco Aurélio conversou com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, antes de comunicar sua saída.

Pessoas próximas ao ex-chefe de gabinete afirmaram que a decisão teve caráter político, diante da avaliação de que sua permanência poderia aumentar o desgaste da campanha durante o período eleitoral.

As informações inicialmente divulgadas apontaram que Roberta Luchsinger teria realizado pagamentos de despesas pessoais de Marcola que somariam R$ 249 mil.

O ex-chefe de gabinete, no entanto, afirma que os valores corresponderam a um empréstimo pessoal e que o montante foi posteriormente quitado por meio de transferência bancária. Ele também nega qualquer contrapartida ilegal.

O que diz Marcola

Em nota divulgada anteriormente sobre o caso dos pagamentos, Marco Aurélio afirmou que seus sigilos bancário e fiscal estão à disposição da Justiça.

Segundo ele, não houve qualquer relação além de um empréstimo de natureza privada, posteriormente quitado com uma transferência bancária de R$ 249 mil.

O político, natural de Caraguatatuba, também afirmou ter constituído advogado para apresentar os documentos necessários e declarou estar à disposição para colaborar com as investigações.

Conhecido pelo apelido de Marcola, Marco Aurélio não tem relação com Marco Willians Herbas Camacho, líder de facção criminosa que também é conhecido pelo mesmo apelido.

Mestre em Ciência Política pela UFSCar, Marco Aurélio se aproximou de Lula após atuar em gabinetes políticos na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados. Participou das caravanas do então ex-presidente e se tornou um dos principais interlocutores de Lula durante o período em que o petista esteve preso em Curitiba.

Posteriormente, passou a ocupar cargos estratégicos no governo federal, chegando à chefia do Gabinete Presidencial.

A nova revelação, envolvendo as mensagens sobre o suposto pedido de um quadro avaliado em 100 mil euros, amplia a repercussão nacional do caso e volta a colocar no noticiário o nome do político que nasceu em Caraguatatuba e construiu carreira até chegar ao núcleo mais próximo do presidente da República.

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