A mulher de 38 anos baleada durante uma tentativa de feminicídio em Jacareí continua internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa da cidade. Segundo o hospital, ela apresenta quadro estável e boa evolução clínica.
A expectativa é de que a paciente possa deixar a UTI entre esta quinta-feira (20) e sexta-feira (21) e seja transferida para um leito clínico. A mudança, no entanto, depende da evolução do estado de saúde.
A vítima, identificada como Mônica Cristina da Silva, foi baleada na noite de terça-feira (18), na zona rural de Jacareí. O pai dela, Carlos Inácio da Silva, de 62 anos, também foi atingido pelos disparos e morreu no local.
O suspeito do crime, Anderson Saldanha Guedes, de 37 anos, ex-companheiro de Mônica, foi preso nesta quinta-feira (20), em Passa Quatro, no sul de Minas Gerais, após permanecer foragido por dois dias.
O caso em Jacareí
De acordo com a Polícia Civil, Anderson é apontado como autor dos disparos contra Mônica e Carlos.
Segundo o boletim de ocorrência, Anderson trabalha como mecânico de manutenção e manteve um relacionamento de aproximadamente seis anos com Mônica. Os dois haviam se separado em 27 de julho e tinham casamento civil previsto para outubro.
O crime aconteceu em uma residência na Rua Osvaldo B. Miguelis, na área rural de Jacareí.
Segundo os depoimentos colhidos pela polícia, Mônica e o pai foram até o imóvel para conversar com Anderson sobre a divisão de uma casa adquirida pelo ex-casal durante o relacionamento.
A investigação aponta que havia um desentendimento sobre a divisão do valor do imóvel.
Conforme relato do pai de Anderson à Polícia Civil, todos estavam reunidos quando o suspeito deixou o ambiente e, pouco depois, retornou com uma arma.
Ainda segundo a testemunha, Anderson teria atirado primeiro contra Carlos e, depois, contra Mônica. A mulher correu para o interior da residência na tentativa de escapar, mas teria sido perseguida pelo suspeito, que continuou efetuando disparos.
Carlos foi encontrado inconsciente e teve a morte constatada pelo Samu. Mônica estava consciente e foi socorrida para a Santa Casa, onde permanece internada.
Mãe relatou ameaças anteriores
Em depoimento à polícia, a mãe de Anderson afirmou que o filho já demonstrava insatisfação com a divisão do patrimônio e teria feito ameaças anteriormente contra a ex-companheira.
Ela relatou ainda que, no dia do crime, viu o filho entrar em um quarto e retirar um objeto de uma gaveta. Ao tentar contê-lo, teria sido empurrada e caído no chão.
Logo depois, a mulher disse ter ouvido diversos disparos, estimando cerca de 15 tiros.
Após o ataque, Anderson teria fugido de motocicleta. Ele foi localizado dois dias depois em Minas Gerais.
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio consumado e tentativa de feminicídio.