O comércio eletrônico alcançou um novo recorde em 2025 na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte). As vendas pela internet movimentaram R$ 4,7 bilhões, valor 16,3% superior, em termos reais, ao registrado no ano anterior.
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O resultado representa um acréscimo de quase R$ 700 milhões em vendas e confirma a consolidação do comércio digital entre os hábitos de consumo dos moradores da região.
Os dados foram levantados pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da FecomercioSP e da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista , realizada pela FecomercioSP em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Comércio eletrônico
A expansão do e-commerce na região não começou agora. Entre 2016 e 2019, as vendas pela internet já apresentavam crescimento contínuo, acompanhando a mudança gradual nos hábitos dos consumidores.
A transformação ganhou velocidade em 2020, durante a pandemia. Naquele ano, o comércio eletrônico da RMVale avançou 83%, em um movimento que inicialmente poderia ser interpretado como uma resposta excepcional ao período de restrições e fechamento de estabelecimentos.
O que aconteceu depois, no entanto, mostrou uma mudança mais profunda no comportamento do consumidor. Mesmo com a retomada das atividades presenciais, as compras pela internet continuaram crescendo e passaram a ocupar uma parcela cada vez maior do varejo regional.
Em 2016, o comércio eletrônico representava aproximadamente 2% das vendas do varejo da RMVale. Em 2025, essa participação chegou a 5,9%.
Localização favorece entregas
Na avaliação do Sincovat, uma combinação de fatores ajuda a explicar o desempenho do setor. Entre eles estão os investimentos em logística, a entrada de novos empreendedores no comércio digital e a localização estratégica do Vale do Paraíba.
A região está situada entre os dois maiores mercados consumidores do país, São Paulo e Rio de Janeiro, além de estar próxima de Minas Gerais. A posição geográfica facilita a distribuição de mercadorias e permite que grandes empresas mantenham operações logísticas próximas dos consumidores.
Outro fator apontado é o crescimento da infraestrutura de distribuição. Novos centros de distribuição e melhorias nas operações contribuem para reduzir o tempo de entrega, aspecto que pode ser decisivo para o consumidor no momento da compra.
Um dos grandes nomes do setor, inclusive, está construindo um centro de distribuição em Jacareí, com previsão de inauguração em 2027.
Aplicativos
A força do consumo digital também aparece em uma pesquisa recente da Fundação Seade. Segundo o levantamento, 53% da população da RMVale utilizou aplicativos para realizar compras, solicitar entregas ou contratar serviços.
O índice é o segundo maior do Estado de São Paulo, atrás apenas da Região Metropolitana de São Paulo, com 54%, e acima da média estadual, de 51%.
Para o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, o crescimento do comércio eletrônico não significa necessariamente uma ameaça às lojas físicas.
Segundo ele, a tendência é de integração entre os dois modelos de venda, com o consumidor transitando cada vez mais entre o ambiente digital e o presencial.
A avaliação é que a conveniência e o alcance oferecidos pela internet podem ser combinados com a experiência e a proximidade proporcionadas pelas lojas físicas.
Com investimentos em logística, tecnologia e novos centros de distribuição, a expectativa do setor é de que o e-commerce continue avançando na RMVale nos próximos anos, abrindo espaço também para pequenos negócios que desejam ampliar sua presença no mercado digital.