Uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio da comercialização de imóveis e veículos é alvo da Operação Strozzino, deflagrada na manhã desta terça-feira (18) em São José dos Campos.
Segundo o Ministério Público, o grupo teria recorrido a empresas de fachada e pessoas registradas como “laranjas” para inserir no mercado formal valores obtidos de forma ilícita.
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A operação é realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), pela Polícia Civil, por meio do NECCOLD (Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro), e pela Polícia Militar. Ao todo, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça de São José.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, entre elas a indisponibilidade de bens dos investigados até o limite aproximado de R$ 5 milhões.
Venda de imóveis e veículos
De acordo com o MP (Ministério Público) de São Paulo, integrantes de organizações criminosas que atuam em São José teriam buscado negócios legais como forma de lavar recursos provenientes de atividades ilícitas.
Entre os setores utilizados estaria a comercialização de veículos e imóveis. Para isso, segundo as investigações, os envolvidos teriam recorrido a empresas de fachada ou negócios formalmente registrados em nome de terceiros, os chamados “laranjas”.
A estratégia teria como objetivo dar aparência de legalidade às movimentações financeiras e dificultar a identificação da origem do dinheiro.
O Ministério Público afirma que parte dos investigados passou a atuar nesses mercados lícitos justamente diante da necessidade de ocultar e movimentar os valores obtidos com atividades criminosas.
Agiotagem em São José
Outra parte do grupo, segundo as apurações, teria permanecido diretamente no mercado ilícito, principalmente com a prática de usura, caracterizada pela cobrança de juros abusivos em empréstimos.
A investigação busca identificar a estrutura financeira da organização, o patrimônio relacionado aos suspeitos e a forma como os recursos de origem criminosa teriam sido incorporados à economia formal.
Ligação com o PCC
As investigações também apontam que o homem identificado pelo Ministério Público como líder da organização criminosa possui relação com integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo o MP, ele já havia sido alvo da Operação Gênesis, deflagrada em setembro de 2021.
A relação apontada pela investigação é um dos elementos considerados pelas autoridades na apuração da atuação da organização criminosa em São José.
Operação Strozzino
A Operação Strozzino mobiliza integrantes do Ministério Público, policiais civis do NECCOLD e policiais militares do 3º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).
Os cinco mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça de São José. As medidas têm como objetivo reunir provas sobre a atuação do grupo e aprofundar a investigação sobre crimes como lavagem de dinheiro, usura e organização criminosa.
Até a publicação desta reportagem, as autoridades não haviam divulgado o balanço dos materiais apreendidos durante a operação.