FRAN GALVÃO

10 sinais que é hora de buscar ajuda profissional para sua imagem

Por Fran Galvão | Consultora de Imagem e Estilo
| Tempo de leitura: 5 min
Divulgação
10 sinais que é hora de buscar ajuda profissional para sua imagem
10 sinais que é hora de buscar ajuda profissional para sua imagem

Antes de começarmos preciso dizer que trago nesta coluna algumas referências psicológicas como informação, e essa ressalva é especialmente importante porque estudos recentes sobre mulheres brasileiras mostram que a relação com moda e aparência pode ter efeitos positivos e negativos, dependendo de fatores como por exemplo vergonha corporal. Inclusive, por isso acredito tanto que consultoria de imagem não deve ensinar a mulher a se adequar a um padrão; e sim ajudá-la a construir uma relação mais consciente com a própria imagem.

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Dito isso, talvez você leia minha coluna, me assista na TV, consome minhas redes sociais porque alguma coisa na sua imagem já não parece conversar com você. Talvez o armário esteja cheio, mas você sente que não tem roupa. Ou você se veste todos os dias, mas não se sente verdadeiramente bem. Compra, experimenta, troca, devolve, olha para o espelho e pensa: “Não sei o que está errado”.

E, antes que você conclua que o problema de tudo isso seja o seu corpo, preciso te dizer uma coisa: muito provavelmente não é.

Imagem pessoal não é sobre ter um corpo perfeito. É sobre construir uma comunicação coerente entre quem você é, o momento que vive e a maneira como deseja ser percebida.

E existem alguns sinais que mostram que talvez esteja na hora de parar de tentar resolver isso sozinha.

1. Seu armário está lotado, mas você sempre acha que não tem nada para vestir.

Esse é clássico. Muitas vezes, não falta roupa, falta estratégia e repertório. Isso normalmente acontece porque você compra peças isoladas porque considera elas bonitas, ou estão na moda ou ainda porque estavam em promoção, mas elas não conversam entre si. O resultado é um armário cheio de possibilidades que, na prática, oferece pouquíssimas combinações.

2. Você vive esperando emagrecer para se vestir bem.

Esse talvez seja o sinal mais doloroso: “Quando eu emagrecer, compro uma roupa melhor.” “Quando perder alguns quilos, volto a usar vestido.” “Quando meu corpo estiver como antes, penso nisso.”

E enquanto você espera voltar para um corpo do passado, deixa de vestir o corpo que existe hoje.

A modelagem correta, a proporção, o tecido e a construção da silhueta podem transformar completamente a relação com uma peça. O objetivo nunca pode ser esconder o corpo e sim fazer a roupa trabalhar a favor dele.

3. Você olha para outras mulheres e pensa: “Por que nelas fica tão bonito?”

Cuidado com essa comparação. Talvez você esteja comparando o seu guarda-roupa inteiro com o melhor look de outra pessoa, já pensou nisso?

Estilo não é copiar a imagem alheia. É entender quais elementos funcionam para você: cores, linhas, proporções, texturas, acessórios, combinações e linguagem.

4. Você compra tendências e se arrepende.

Uma semana você quer a sapatilha, na outra, a calça barrel, depois, o blazer oversized, e no final nada parece realmente seu. Informação de moda é justamente isso: saber o que está acontecendo sem precisar vestir tudo o que está acontecendo.

5. Você mudou de fase, mas sua imagem ficou no passado.

Esse é muito comum depois de uma mudança de carreira, maternidade, separação, casamento, emagrecimento, promoção profissional ou simplesmente depois dos 40.

A mulher mudou, mas o guarda-roupa continua apresentando uma versão antiga dela.

A roupa também registra fases da vida. E às vezes precisamos atualizar essa narrativa.

6. Você se esconde atrás das roupas.

Preto todos os dias, modelagens sempre largas, nada de estampas, decote, acessórios, nada que chame atenção. E sabe, aqui não existe certo ou errado. O problema começa quando você percebe que não está escolhendo o minimalismo porque gosta dele, mas porque tem medo de ser vista, medo de chamar atenção, de exagerar.

Pesquisas sobre vestimenta e psicologia discutem justamente como o significado simbólico e a experiência física da roupa podem influenciar pensamentos, sentimentos e comportamentos. É o chamado enclothed cognition (prometo trazer uma coluna só sobre esse tema)

7. Você tem uma roupa para cada ocasião, mas nenhuma representa quem você é.

Casamento: você se monta. Trabalho: você se monta. Jantar: você se monta. Viagem: você se monta. Mas, no cotidiano, desaparece. Estilo também é aprender a construir uma assinatura. Pode ser um tênis, uma maxi bolsa, um batom, uma cor, um acessório, uma modelagem. Aquilo que, repetido conscientemente, faz alguém olhar e pensar: “Isso é muito ela”.

8. Você evita comprar determinadas peças porque não sabe como usá-las.

“Eu adoro blazer, mas não sei combinar.” “Tenho uma saia linda, mas nunca usei.” “Comprei essa bolsa e agora não sei com o que usar.”

Talvez você não precise de uma peça nova. Precise de repertório (olha aí ele aparecendo novamente). Um bom styling consegue transformar uma mesma peça em propostas completamente diferentes por meio de proporção, sobreposição, acessórios, cores e combinações.

9. Você não gosta de se ver nas fotos.

Não estou falando de um dia ruim — afinal todos nós temos. Estou falando daquela sensação persistente de que a pessoa da fotografia não corresponde à mulher que você sente que é. Isso merece atenção - porque imagem pessoal não é apenas aquilo que os outros enxergam, é também a maneira como você se reconhece. Inclusive pesquisas recentes relacionam aspectos como autoavaliação e percepção de si às experiências que temos com nossas roupas.

10. Você sente que sua imagem não acompanha mais a mulher que você se tornou.

Talvez esse seja o maior sinal de todos. Você amadureceu, mudou de profissão, assumiu novos papéis, ganhou repertório, descobriu novos desejos, mas continua se vestindo com as mesmas regras de dez anos atrás. Então talvez não esteja na hora de comprar mais e sim na hora de se olhar de novo. E é aí que entra a consultoria de imagem. Não para dizer que você está errada, não para impor um estilo, não para dizer “você tem que isso ou aquilo” e muito menos para transformar você em outra pessoa. Mas para fazer perguntas que talvez você nunca tenha feito: Quem você é hoje? O que quer comunicar? O que ainda faz sentido? O que você está usando por hábito? E o que gostaria de experimentar se não tivesse medo de julgamento?

E para finalizar, talvez a frase mais importante: pedir ajuda não significa não saber se vestir. Significa ter consciência de que sua imagem merece a mesma estratégia que você dedica a tantas outras áreas da sua vida.

Para no fim entender que o maior luxo não é ter um armário cheio e sim abri-lo e finalmente reconhecer, ali dentro, a mulher que você se é. (estou com a agenda aberta para a partir outubro – maiores informações através do IG @fran.galvao)

 

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