MARTINS PEREIRA

'Ou a gente sobe, ou a gente afunda', diz Oscar sobre o São José

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
'Ou a gente sobe, ou a gente afunda', diz Oscar sobre o São José
'Ou a gente sobe, ou a gente afunda', diz Oscar sobre o São José

Em meio às disputas da Copa Paulista, torneio que vale vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027 e um desejado calendário nacional para a próxima temporada, a diretoria do São José subiu o tom durante entrevista no CT do clube nesta última quarta-feira (12). O empresário Oscar Constantino, que assumiu o controle da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do clube no final de 2022, rebateu cobranças da torcida e desmistificou qualquer boato de que a gestão não teria interesse no acesso.

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Para o dirigente, a permanência do clube na Série A-2 do Paulistão e sem divisão nacional não é apenas incômoda do ponto de vista esportivo, mas insustentável financeiramente.

"Eu respeito a opinião do torcedor, mas isso não faz sentido (ao ser perguntado sobre as acusações de que a SAF não estaria interessada no acesso do clube à elite). Ou a gente sobe, ou a gente afunda. Não dá para ficar do jeito que está, totalmente deficitário. Nossos patrocínios e a nossa bilheteria não cobrem nem 30% da despesa. O clube é mantido pelo meu grupo financeiramente", alertou Oscar, após pergunta feita pela equipe da TV Câmara de São José dos Campos.

‘Nenhuma empresa fica sangrando sem resultado’, destaca Oscar

A declaração mais dura do dirigente veio ao abordar o teto dos investimentos e a necessidade urgente de gerar retorno. Segundo Oscar, o aporte constante do seu grupo tem limite e exige que a equipe avance de patamar para criar novas fontes de receita.

"Eu tenho que colocar dinheiro no negócio, e isso aí é insustentável no médio e longo prazo. Empresa alguma fica sangrando se não tiver resultado. Então, o fato é o seguinte: ou a gente sobe, ou a gente afunda juntos", afirmou.

O plano traçado pela SAF visa colocar o São José, no mínimo, na Série A-1 do Paulista e na Série C do Campeonato Brasileiro, meta que, segundo Oscar, foi endossada em conversas com dirigentes de clubes de sucesso no interior, como o Mirassol.

Pé no chão no mercado: ‘Não vamos vender pro Chelsea, vamos vender pro Palmeiras’

Ao projetar a reconstrução da base e a revelação de atletas, Oscar adotou um tom de pragmatismo realista sobre o mercado da bola. Ele destacou que o papel da Águia do Vale será servir de vitrine em parcerias estratégicas com os gigantes do futebol brasileiro.

"Nós nunca vamos ter a ilusão de achar que vamos vender um jogador pro Chelsea, pro Manchester. Nós não vamos conseguir fazer. Nós vamos vender pro Palmeiras, vamos colocar jogador no Bahia — como já temos colocado —, no Botafogo, no Flamengo... A gente vai tentar colocar jogador assim para fazer parceria", explicou.

O empresário concluiu ressaltando que o objetivo final é garantir fatia em vendas futuras e se beneficiar do mecanismo de solidariedade da FIFA para gerar "receitas recorrentes durante os próximos anos". Enfim, segundo ele, a busca por resultados no gramado é a única garantia de sobrevivência e crescimento do São José na era SAF.

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