CRIME EM LAGOINHA

Dois acusados vão a júri por morte de peão de rodeio no Vale

Por Jesse Nascimento | São Luiz do Paraitinga
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo pessoal
Matheu Expedito foi morto em abril de 2025
Matheu Expedito foi morto em abril de 2025

Dois réus acusados de envolvimento na morte do peão de rodeio Matheus Expedito de Campos, de 24 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (11), a partir das 9h, no Fórum de São Luiz do Paraitinga. O júri terá seis testemunhas, além do interrogatório dos dois acusados, e poderá se estender por muitas horas.

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Matheus morreu a tiros no Centro de Lagoinha em 30 de abril de 2025. O caso passou por investigação policial, prisões e uma audiência judicial antes de chegar ao julgamento popular. Nesta nova fase, cabe aos jurados analisar as provas apresentadas no plenário e decidir sobre a acusação formulada contra os dois réus.

Julgamento

A condição de réu não equivale a uma condenação. Os acusados têm direito à defesa e à presunção de inocência até decisão judicial. O resultado do julgamento dependerá das provas, dos depoimentos, dos interrogatórios, das teses apresentadas pelas partes e dos votos do Conselho de Sentença.

A pauta prevê a oitiva de seis testemunhas. Depois dessa etapa, os dois réus poderão prestar interrogatório perante o juiz, acusação, defesa e jurados, conforme as regras do procedimento do Tribunal do Júri.

Não existe previsão segura para o horário de encerramento. A duração dos depoimentos pode variar e a etapa de debates entre Ministério Público e defesas possui tempo próprio previsto na legislação.

O limite total possível da fase de debates entre acusação e defesa é de 9 horas por causa da existência de dois acusados. O Código de Processo Penal estabelece tempo maior para os debates quando há mais de um réu no mesmo julgamento.

Neste caso, a acusação pode utilizar até duas horas e meia. A defesa também dispõe de até duas horas e meia. Caso exista réplica, a acusação pode ter mais duas horas. A defesa, por sua vez, pode usar até outras duas horas para a tréplica.

A soma chega a nove horas. Esse período não inclui o tempo necessário para a escolha dos jurados, leitura de peças autorizadas, depoimentos das seis testemunhas, interrogatórios dos réus, eventuais intervalos, esclarecimentos e votação.

O crime

Matheus Expedito de Campos tinha 24 anos e trabalhava em uma borracharia em Lagoinha. O jovem também atuava como peão de rodeio e tinha participação em competições da modalidade.

Ele morreu em 30 de abril de 2025, no Centro de Lagoinha. O crime ocorreu em uma manhã de quarta-feira, após a vítima sair de uma pastelaria, por volta das 9h58. Uma testemunha relatou à polícia que estava com Matheus pouco antes dos disparos e que os dois tinham tomado café em uma pastelaria antes de seguir para a borracharia.

Segundo o relato registrado no boletim, dois homens chegaram em uma motocicleta Honda CG 125 verde e sem placa. O passageiro desceu do veículo, perguntou se o jovem era Matheus e efetuou os disparos. Matheus ainda tentou buscar abrigo em um estabelecimento próximo. Ele recebeu socorro, mas não resistiu aos ferimentos.

Investigações

A Polícia Civil reuniu depoimentos, imagens de câmeras e elementos periciais durante a apuração. Um projétil também foi recolhido para análise. Dez dias após o crime, policiais civis e militares cumpriram um mandado de prisão temporária contra um suspeito. 

A prisão ocorreu em 10 de maio de 2025. Policiais também apreenderam aparelhos celulares e materiais relacionados a chips telefônicos durante as diligências.

Um segundo suspeito foi preso em 29 de julho de 2025 durante a Operação Sicário, ação conduzida pela Polícia Civil com participação de equipes de diferentes delegacias da região.

Conforme a Polícia Civil informou à época, o segundo suspeito preso declarou ser o autor dos disparos contra Matheus. Essa declaração faz parte do conjunto de elementos da investigação e não substitui a análise das provas pelo Poder Judiciário.

A morte teve forte repercussão em Lagoinha e no meio do rodeio regional por causa da trajetória esportiva do jovem. A investigação avançou nos meses seguintes, com prisões e operações policiais.

Mais de um ano após o crime, o processo chega agora à fase de julgamento de dois dos réus pelo Tribunal do Júri.

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