Dois réus acusados de envolvimento na morte do peão de rodeio Matheus Expedito de Campos, de 24 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (11), a partir das 9h, no Fórum de São Luiz do Paraitinga. O júri terá seis testemunhas, além do interrogatório dos dois acusados, e poderá se estender por muitas horas.
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Matheus morreu a tiros no Centro de Lagoinha em 30 de abril de 2025. O caso passou por investigação policial, prisões e uma audiência judicial antes de chegar ao julgamento popular. Nesta nova fase, cabe aos jurados analisar as provas apresentadas no plenário e decidir sobre a acusação formulada contra os dois réus.
Julgamento
A condição de réu não equivale a uma condenação. Os acusados têm direito à defesa e à presunção de inocência até decisão judicial. O resultado do julgamento dependerá das provas, dos depoimentos, dos interrogatórios, das teses apresentadas pelas partes e dos votos do Conselho de Sentença.
A pauta prevê a oitiva de seis testemunhas. Depois dessa etapa, os dois réus poderão prestar interrogatório perante o juiz, acusação, defesa e jurados, conforme as regras do procedimento do Tribunal do Júri.
Não existe previsão segura para o horário de encerramento. A duração dos depoimentos pode variar e a etapa de debates entre Ministério Público e defesas possui tempo próprio previsto na legislação.
O limite total possível da fase de debates entre acusação e defesa é de 9 horas por causa da existência de dois acusados. O Código de Processo Penal estabelece tempo maior para os debates quando há mais de um réu no mesmo julgamento.
Neste caso, a acusação pode utilizar até duas horas e meia. A defesa também dispõe de até duas horas e meia. Caso exista réplica, a acusação pode ter mais duas horas. A defesa, por sua vez, pode usar até outras duas horas para a tréplica.
A soma chega a nove horas. Esse período não inclui o tempo necessário para a escolha dos jurados, leitura de peças autorizadas, depoimentos das seis testemunhas, interrogatórios dos réus, eventuais intervalos, esclarecimentos e votação.
O crime
Matheus Expedito de Campos tinha 24 anos e trabalhava em uma borracharia em Lagoinha. O jovem também atuava como peão de rodeio e tinha participação em competições da modalidade.
Ele morreu em 30 de abril de 2025, no Centro de Lagoinha. O crime ocorreu em uma manhã de quarta-feira, após a vítima sair de uma pastelaria, por volta das 9h58. Uma testemunha relatou à polícia que estava com Matheus pouco antes dos disparos e que os dois tinham tomado café em uma pastelaria antes de seguir para a borracharia.
Segundo o relato registrado no boletim, dois homens chegaram em uma motocicleta Honda CG 125 verde e sem placa. O passageiro desceu do veículo, perguntou se o jovem era Matheus e efetuou os disparos. Matheus ainda tentou buscar abrigo em um estabelecimento próximo. Ele recebeu socorro, mas não resistiu aos ferimentos.
Investigações
A Polícia Civil reuniu depoimentos, imagens de câmeras e elementos periciais durante a apuração. Um projétil também foi recolhido para análise. Dez dias após o crime, policiais civis e militares cumpriram um mandado de prisão temporária contra um suspeito.
A prisão ocorreu em 10 de maio de 2025. Policiais também apreenderam aparelhos celulares e materiais relacionados a chips telefônicos durante as diligências.
Um segundo suspeito foi preso em 29 de julho de 2025 durante a Operação Sicário, ação conduzida pela Polícia Civil com participação de equipes de diferentes delegacias da região.
Conforme a Polícia Civil informou à época, o segundo suspeito preso declarou ser o autor dos disparos contra Matheus. Essa declaração faz parte do conjunto de elementos da investigação e não substitui a análise das provas pelo Poder Judiciário.
A morte teve forte repercussão em Lagoinha e no meio do rodeio regional por causa da trajetória esportiva do jovem. A investigação avançou nos meses seguintes, com prisões e operações policiais.
Mais de um ano após o crime, o processo chega agora à fase de julgamento de dois dos réus pelo Tribunal do Júri.