OPERAÇÃO ARMAGEDOM

Operação cumpre 24 mandados no Vale contra grupo ligado ao PCC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/MP
Segunda fase da Operação Armagedom apura esquema de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro
Segunda fase da Operação Armagedom apura esquema de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro

Uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (6) cumpre 24 mandados judiciais de busca e apreensão no Vale do Paraíba contra um grupo criminoso investigado por envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A ofensiva faz parte da segunda fase da Operação Armagedom, que apura um esquema de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro na região.

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Além das buscas autorizadas pela Justiça de São José dos Campos, a ação também determinou o afastamento de sigilos telemáticos, o bloqueio de contas e a indisponibilidade de bens dos investigados.

De acordo com a investigação, a organização continuou atuando mesmo após prisões e condenações ocorridas na primeira etapa da operação, realizada em novembro de 2024.

As apurações indicam que os integrantes mantiveram um esquema de empréstimos com cobrança de juros abusivos, utilizando ameaças e intimidação para exigir o pagamento das dívidas.

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Suspeito tem prisão decretada

Um dos principais alvos da operação teve a prisão preventiva decretada. Segundo os investigadores, ele exercia a liderança do grupo e, mesmo cumprindo prisão domiciliar anteriormente, continuava coordenando as atividades criminosas a partir de sua residência.

Durante as investigações, foram identificados imóveis residenciais e comerciais, veículos de alto padrão, empresas e outros bens que teriam sido utilizados para ocultar recursos obtidos de forma ilícita. Também foram encontrados rendimentos provenientes de aluguéis que ultrapassam R$ 48 mil por mês.

Entre os bens atingidos pelas medidas judiciais estão pelo menos 37 cavalos da raça Mangalarga Marchador, vinculados ao principal investigado. Somadas, as medidas patrimoniais podem alcançar até R$ 205,7 milhões.

Primeira fase

As investigações começaram em 2021 e foram aprofundadas ao longo dos últimos anos. Conforme os responsáveis pelo caso, novos elementos apontaram que o grupo continuou utilizando empresas de fachada, terceiros e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada para esconder patrimônio e dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com as atividades criminosas.

A segunda fase da Operação Armagedom é realizada por integrantes do Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em conjunto com a Polícia Civil, por intermédio do Neccold (Núcleo Especial de Combate à Criminalidade Organizada), e com apoio da Polícia Militar, por meio do 3º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).

As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa, esclarecer a participação de cada investigado e reunir novas provas para responsabilização criminal dos envolvidos.

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