A Polícia Civil prendeu três pessoas e apreendeu aproximadamente 6 quilos de drogas durante a Operação Última Dezena, deflagrada na manhã desta quinta-feira (30), em Ubatuba.
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A ação teve como foco o combate ao tráfico de drogas e a investigação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro que utilizava rifas clandestinas para movimentar recursos obtidos com a atividade criminosa.
Coordenada pela Delegacia Seccional de Polícia de Ubatuba, a operação mobilizou cerca de 20 policiais civis, distribuídos em seis viaturas, além de equipes do SIG (Setor de Investigações Gerai), que cumpriram mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça em diferentes endereços da cidade.
Entre os presos está um homem apontado pela investigação como gerente de um ponto de venda de drogas. Na residência dele, os policiais encontraram um tijolo de maconha, diversas porções da droga prontas para comercialização, uma porção de crack, porções de flor de maconha e um telefone celular, que foi apreendido para auxiliar no andamento das investigações.
Outro investigado também foi preso após os agentes localizarem uma grande quantidade de entorpecentes durante o cumprimento do mandado judicial.
Homem foi preso em flagrante
A terceira prisão ocorreu em flagrante. Segundo a Polícia Civil, o suspeito atuava como "olheiro" do tráfico, monitorando a movimentação das equipes policiais e repassando informações aos investigados para tentar dificultar a operação. Ele foi abordado e detido pelos policiais.
De acordo com o balanço preliminar da operação, foram apreendidos aproximadamente: 3 quilos de cocaína, 2 quilos de maconha e 1 quilo de crack.
Além dos entorpecentes, os policiais recolheram talões de rifas, uma motocicleta que seria sorteada, dois celulares, um notebook, um rádio comunicador, máquinas de cartão e dinheiro em espécie.
Rifas são alvo da investigação
As investigações apontam que as rifas clandestinas eram utilizadas como uma estratégia para ocultar e dar aparência legal ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas.
Os bilhetes apreendidos, a motocicleta destinada ao sorteio, os aparelhos eletrônicos e os demais materiais serão submetidos à perícia.
A expectativa da Polícia Civil é identificar a origem dos recursos financeiros, a estrutura do grupo criminoso e a participação de outros envolvidos.
Segundo a corporação, os celulares, notebook e máquinas de cartão podem revelar a movimentação financeira da organização e as comunicações entre os integrantes.
As quantidades oficiais das drogas apreendidas e o valor total do dinheiro recolhido ainda passarão por conferência técnica antes da divulgação definitiva.
Os três presos permanecem à disposição da Justiça e responderão pelos crimes apurados durante a investigação. A Polícia Civil informou que o trabalho continua para identificar outros integrantes do grupo e aprofundar as apurações sobre o esquema de lavagem de dinheiro.