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Procon de Taubaté alerta sobre golpe de empréstimo via WhatsApp

Por Jesse Nascimento | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMT
Procon de Taubaté
Procon de Taubaté

O Procon de Taubaté emitiu um alerta aos consumidores sobre o aumento dos casos do golpe do falso empréstimo pelo WhatsApp, uma fraude que tem feito vítimas em diversas regiões do país. A prática consiste no envio de ofertas de crédito aparentemente vantajosas, utilizando nomes, logotipos e até a identidade visual de bancos e financeiras conhecidas para transmitir credibilidade.

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Segundo o órgão de defesa do consumidor, os criminosos prometem empréstimos com aprovação rápida, juros reduzidos e pouca burocracia. No entanto, antes da suposta liberação do dinheiro, exigem pagamentos antecipados sob a justificativa de taxas de cadastro, seguro, IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), análise de crédito ou despesas administrativas.

Depois que a vítima realiza a transferência, o valor prometido nunca é depositado e os golpistas interrompem qualquer contato.

A diretora do Procon Taubaté, Claudineia Castro, reforça que os estelionatários têm utilizado métodos cada vez mais sofisticados para enganar os consumidores.

"Os golpistas utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas para enganar os consumidores. Antes de fornecer qualquer dado pessoal ou realizar qualquer pagamento, é fundamental verificar se a empresa realmente existe e confirmar as informações pelos canais oficiais. A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar prejuízos."

Como funciona o golpe

A fraude geralmente começa com uma mensagem enviada pelo WhatsApp oferecendo crédito fácil, muitas vezes sem que o consumidor tenha feito qualquer solicitação. As propostas costumam apresentar limites pré-aprovados, aprovação imediata e condições muito mais atrativas do que as praticadas no mercado.

Após despertar o interesse da vítima, os criminosos solicitam documentos pessoais, dados bancários e informações cadastrais. Em seguida, afirmam que o empréstimo foi aprovado, mas condicionam a liberação do dinheiro ao pagamento de uma taxa.

Mesmo depois do primeiro depósito, novas cobranças costumam surgir. Os golpistas alegam necessidade de pagar seguro, reconhecimento de firma, aumento de limite, correção de contrato ou outras despesas inexistentes. A estratégia é manter a vítima acreditando que um último pagamento será suficiente para liberar o crédito.

Principais sinais de fraude

O Procon destaca que a cobrança antecipada é o principal indício de golpe. Instituições financeiras autorizadas não exigem depósitos prévios para conceder empréstimos.

Também merecem desconfiança situações como:

  • aprovação de crédito sem análise financeira;
  • juros muito abaixo dos praticados pelo mercado;
  • ausência de contrato claro;
  • pressão para fechar o negócio imediatamente;
  • solicitação de pagamento para contas de pessoas físicas.

O órgão também alerta que o uso de logotipos conhecidos, contratos aparentemente oficiais e perfis comerciais no WhatsApp não garantem a autenticidade da oferta, já que essas informações podem ser copiadas pelos criminosos.

Orientação do Banco Central

O Banco Central orienta que consumidores jamais realizem pagamentos antecipados para obter empréstimos. Todos os custos legítimos de uma operação de crédito devem estar previstos em contrato e incluídos no CET (Custo Efetivo Total).

Antes de aceitar qualquer proposta, a recomendação é interromper o contato iniciado pelo suposto atendente e procurar diretamente a instituição financeira pelos canais oficiais, como o site, aplicativo ou central de atendimento.

Outra medida importante é verificar se a empresa possui autorização para funcionar junto ao Banco Central. A existência de um perfil em redes sociais, site ou conta comercial no WhatsApp não substitui essa confirmação.

O que fazer se cair no golpe

Quem foi vítima da fraude deve agir rapidamente. A primeira medida é entrar em contato com o banco para informar o golpe e solicitar o bloqueio ou a contestação da operação.

Caso o pagamento tenha sido realizado por Pix, o consumidor deve pedir o acionamento do MED (Mecanismo Especial de Devolução), ferramenta criada pelo Banco Central para casos de fraude. O pedido pode ser feito em até 80 dias após a transferência, embora a orientação seja solicitar o procedimento imediatamente após identificar o golpe.

Também é fundamental guardar todas as provas, como conversas, números de telefone, comprovantes, contratos, links, áudios, chaves Pix e dados das contas que receberam os valores.

Por fim, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência, presencialmente ou pelos canais digitais da Polícia Civil, além de alterar senhas caso tenha compartilhado dados de acesso ou instalado aplicativos indicados pelos criminosos.

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