A Prefeitura de Taubaté confirmou a 11ª morte por dengue registrada no município em 2026. A vítima é uma mulher de 83 anos, moradora da região central da cidade, que faleceu no último dia 22 de julho. Ela tinha doença renal crônica e havia recebido diagnóstico positivo para dengue em 3 de julho.
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Com a nova confirmação, Taubaté amplia o alerta para o avanço da doença no Vale do Paraíba, que já acumula 9.246 casos confirmados neste ano. Em Tremembé, um óbito segue em investigação e poderá ser confirmado como a terceira morte pela doença no município, embora o caso já apareça nas estatísticas da Secretaria de Estado da Saúde.
Idosa tinha doença renal crônica
Segundo a Prefeitura de Taubaté, a vítima apresentava doença renal crônica, condição considerada um fator de risco para complicações provocadas pela dengue.
A paciente morreu 19 dias após a confirmação da infecção. O município não informou onde ela recebeu atendimento, quando os sintomas começaram nem se houve internação. Também não foram divulgados detalhes sobre os exames utilizados na investigação que confirmou a relação entre a doença e o óbito.
Com esse registro, Taubaté chega a 11 mortes por dengue em 2026, mantendo-se entre os municípios mais afetados pela doença na região.
Vale do Paraíba supera 9,2 mil casos
O boletim epidemiológico estadual aponta 9.246 casos confirmados de dengue no Vale do Paraíba neste ano. Os números continuam sendo atualizados conforme novas notificações são analisadas e exames laboratoriais são concluídos.
O crescimento dos casos demonstra que a circulação do vírus permaneceu ativa mesmo durante o inverno, período em que tradicionalmente há redução da transmissão.
Tremembé investiga possível terceira morte
A Prefeitura de Tremembé informou que ainda investiga a morte de um morador que apresentou diagnóstico de dengue durante o tratamento de outras doenças.
O paciente recebeu atendimento inicial no Pronto Atendimento Municipal e, devido ao agravamento do quadro clínico, foi transferido para a UTI do Hospital Municipal Universitário de Taubaté, onde morreu.
Embora o caso já esteja contabilizado nas estatísticas estaduais, a administração municipal afirma que a investigação epidemiológica ainda não foi concluída.
Se ficar comprovado que a dengue contribuiu para a morte, Tremembé confirmará o terceiro óbito pela doença em 2026. Caso a análise descarte essa relação, o registro poderá ser retirado do sistema estadual.
Por que os dados podem ser diferentes?
É comum haver divergências temporárias entre os números divulgados pelo Estado e pelos municípios. Isso acontece porque os casos passam por diferentes etapas de investigação.
Antes da confirmação de um óbito por dengue, equipes de vigilância analisam exames laboratoriais, prontuários médicos, declaração de óbito, histórico clínico e doenças preexistentes. Em alguns casos, a classificação inicial pode ser alterada após a conclusão da investigação.
Sintomas que exigem atenção
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo, manchas na pele, náuseas e vômitos procurem uma unidade de saúde para avaliação.
Também é necessário buscar atendimento imediato diante de sinais de agravamento, como:
- dor abdominal intensa;
- vômitos persistentes;
- sangramentos;
- tontura ou desmaios;
- sonolência excessiva;
- dificuldade para respirar.
Idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas fazem parte dos grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Como prevenir a dengue
A principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, como vasos de plantas, pneus, baldes, garrafas, calhas e caixas-d'água destampadas.
A vacinação também integra a estratégia de enfrentamento da doença, conforme a disponibilidade e os públicos definidos pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias municipais.