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Semana de Vela de Ilhabela tem 'invasão' argentina em 2026

Por Marcos Eduardo Carvalho | Ilhabela
| Tempo de leitura: 3 min
Acervo pessoal
Semana de Vela de Ilhabela tem 'invasão' argentina em 2026
Semana de Vela de Ilhabela tem 'invasão' argentina em 2026

Uma semana após Argentina disputar a final da Copa do Mundo e virar assunto em todo o continente, o país volta a chamar atenção fora dos gramados. Desta vez, o palco é o mar de Ilhabela. A Semana Internacional de Vela de Ilhabela se prepara para receber, na edição de 2026, a maior flotilha estrangeira de sua história — e a maioria das embarcações vem justamente da Argentina. O maior evento náutico da América Latina começa neste final de semana e vai até o dia 1º de agosto, em sua 53ª edição.

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Estão confirmados os barcos argentinos Clandestina, Double Black, Mad Max RockHaus, Sandokan, Mago, Fjord V, Der Bekannte 2 e Louanjo, além do uruguaio Lady. O número reforça o status de Ilhabela como sede da principal competição de vela oceânica da América Latina e coloca a delegação argentina no centro das atenções antes mesmo da largada.

O único brasileiro em meio aos hermanos

Em meio à chegada de tantos barcos argentinos, um nome brasileiro aparece em lugar de destaque, mas do lado de dentro da tripulação visitante. Mark Diniz, que acompanha a Semana Internacional de Vela desde 1984, vai competir a bordo do Clandestina — e será o único brasileiro no barco.

"Nossa equipe reúne vários velejadores de alto nível da Argentina, além de campeões da tradicional Buenos Aires–Rio. Sou o único brasileiro da tripulação e acredito que vamos nos divertir bastante e dar trabalho aos concorrentes. Ilhabela sempre é uma grande festa e uma cidade excelente para receber eventos como esse", diz Mark.

Um dos campeões argentinos na disputa

Outro nome que chega para a briga é o Mad Max RockHaus, atual campeão argentino da classe ORC. O comandante Augusto Cortina descreve o grupo como um time formado ao longo de mais de oito anos, com espaço reservado para novos velejadores.

"Somos um grupo de amigos que navega junto há mais de oito anos. Ao longo desse tempo, fomos incorporando jovens vindos das escolas náuticas e fazemos questão de manter uma tripulação mista, sempre com pelo menos duas mulheres a bordo. O principal objetivo é aproveitar a hospitalidade que sempre encontramos em Ilhabela, lutar por um lugar no pódio e, quem sabe, conquistar a regata de percurso."

Mulheres em posições estratégicas

A presença feminina marca boa parte das equipes argentinas nesta edição. No Mad Max RockHaus, Valentina Barva, de 22 anos, ocupa a posição de proeira e também cuida das redes sociais da embarcação. Ela integra o grupo desde os 17 anos.

"Correr com este grupo para mim é muito especial. Eu os conheço desde criança e lembro perfeitamente da primeira vez que subi no barco sabendo apenas o básico. Eles me receberam com uma paciência enorme, me ensinaram tudo o que sei e continuo aprendendo todos os dias. Além de uma equipe, eles são como padrinhos ou uma segunda família. Cada viagem fortalece ainda mais nosso grupo.

Para esta competição, as expectativas são altas. O principal objetivo é aproveitar o lugar e nos divertir, mas sem deixar de lado que somos um time muito competitivo. Mesmo não sendo profissionais, sempre queremos vencer e dar o nosso melhor na água. Esperamos fazer grandes regatas e, se tudo der certo, levar um ótimo resultado para casa."

O mesmo cenário se repete em outros barcos. No Der Bekannte 2, a tripulação reúne amigos e familiares, com três mulheres entre os oito integrantes, além de resultados recentes em regatas oceânicas da Argentina. O Fjord V, um dos barcos mais tradicionais da vela sul-americana, segue na mesma linha, assim como Sandokan, Mago, Double Black e Louanjo.

Ilhabela como ponto de encontro

Para as equipes argentinas, a estrutura, a hospitalidade e as condições técnicas de Ilhabela funcionam como fator de atração ano após ano. Com a chegada em peso dos barcos do país vizinho, a edição 2026 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval projeta um dos capítulos mais numerosos da participação estrangeira no evento — com direito a um brasileiro remando, ou melhor, velejando contra a própria maré.

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