Um homem de 49 anos colocou fogo em uma casa na cidade de Aparecida. Segundo o boletim de ocorrência, ele ameaçou familiares no Parque Residencial Itaguaçu por volta das 19h50 de quarta-feira (22).
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O Corpo de Bombeiros controlou as chamas, enquanto moradores deixaram imóveis próximos por medo de que o fogo atingisse outras casas. A Polícia Civil registrou o caso como ameaça contra mulher, violência doméstica e incêndio.
A Central de Operações da Guarda Civil Municipal recebeu várias ligações de moradores sobre uma residência em chamas e ameaças contra familiares. Quando os agentes chegaram ao Parque Residencial Itaguaçu, encontraram o imóvel com fogo ativo.
Moradores apontaram o homem de 49 anos como suspeito de iniciar o incêndio. O Corpo de Bombeiros chegou ao endereço e apagou as chamas. O boletim não registra vítimas com ferimentos físicos, mas descreve risco para as casas próximas e para as pessoas que permaneceram do lado de fora.
Os guardas relataram que o suspeito apresentava forte alteração de comportamento e resistiu inicialmente às ordens da equipe. Após a contenção, ele foi levado à Delegacia de Polícia de Aparecida.
Uma testemunha que integra a Guarda Civil confirmou que familiares e vizinhos pediram ajuda por medo das ameaças. Segundo esse relato, o homem retirou partes de tecido de um colchão para alimentar o fogo e lançou materiais na direção de uma casa vizinha.
O registro policial informa que o homem permaneceu alterado e agressivo na unidade. Uma certidão anexada ao boletim aponta que ele não apresentava condições psíquicas para um interrogatório formal naquele momento. O documento não cita resultado de exame toxicológico ou teste que confirme consumo de álcool ou drogas.
Uma jovem de 18 anos relatou que acionou a polícia após perceber o comportamento agressivo do tio. Segundo ela, os episódios de alteração teriam começado cerca de um mês e meio antes, com ameaças dirigidas à mãe dela, a outro tio e a demais familiares.
A jovem afirmou que o suspeito quebrou objetos, lançou materiais contra propriedades vizinhas e ameaçou matar parentes. Ela também disse que a própria mãe já havia deixado o local em outra ocasião por medo e por problemas de saúde associados ao estado de nervosismo.
O boletim registra ameaças de caráter generalizado contra parentes e vizinhos. A Polícia Civil tratou a jovem como vítima direta da ameaça e também considerou o risco imposto à coletividade pelo incêndio.
A Polícia Civil registrou ameaça com referência à regra aplicada quando o crime ocorre contra mulher por razões da condição do sexo feminino. A ocorrência também recebeu a classificação de violência doméstica.
A autoridade policial entendeu que havia elementos suficientes para a prisão em flagrante. O documento cita os relatos da vítima, das testemunhas, dos guardas municipais e as circunstâncias encontradas no imóvel.
A versão final do boletim retificou a informação sobre a fiança. O documento passou a registrar que a autoridade policial não concedeu fiança porque a soma das penas máximas previstas para os crimes ultrapassa quatro anos.
O homem foi encaminhado à Cadeia Pública de Lorena, onde ficou à disposição da Justiça para apresentação em audiência de custódia. Nessa etapa, o Poder Judiciário pode manter a prisão, aplicar medidas cautelares ou tomar outra decisão prevista em lei.