A falta de água em São José dos Campos afetou cerca de 450 mil pessoas após a interrupção total do principal sistema de abastecimento da cidade, de acordo com estimativa divulgada pela Sabesp.
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A companhia informou que a água retorna aos poucos aos imóveis e prevê a normalização completa ao longo desta quinta-feira (23). Moradores, comércios e condomínios enfrentaram transtornos e, em alguns casos, precisaram contratar caminhões-pipa.
A Sabesp estima que cerca de 70% da população de São José dos Campos sofreu impacto durante a interrupção total do sistema. Esse percentual corresponde a aproximadamente 450 mil moradores.
Até a manhã de quarta-feira (22), cerca de 10% da população afetada já tinha voltado a receber água. Pela estimativa apresentada pela companhia, esse grupo representa aproximadamente 45 mil pessoas.
Empresa retomou abastecimento
A empresa informou que novas regiões recuperariam o abastecimento ao longo do dia, conforme o aumento dos níveis nos reservatórios e da pressão nas redes de distribuição.
A Sabesp prevê a normalização completa ao longo desta quinta-feira (23). A empresa não apresentou um horário único para todos os bairros.
O retorno ocorre de forma progressiva. Algumas regiões recuperam o fornecimento antes, enquanto imóveis localizados em áreas altas, distantes dos reservatórios ou nos pontos finais das redes podem esperar por mais tempo.
A companhia também informou que a água pode voltar primeiro com pressão reduzida. A estabilidade depende da recuperação do volume armazenado e da pressurização das tubulações.
A previsão de restabelecimento total da água na quinta-feira foi apresentada pelo diretor regional da Sabesp no Vale do Paraíba, Émerson Santos.
Saiba o que ocorreu
A falta de água ocorreu durante a substituição de três válvulas de grande porte na Estação Elevatória de Água Bruta de São José dos Campos. A estrutura capta água do Rio Paraíba do Sul e atende a maior parte da cidade.
A Sabesp havia programado a troca dos equipamentos para a noite de terça-feira (21). Durante os testes preparatórios, porém, uma válvula antiga apresentou uma falha.
A empresa decidiu antecipar a intervenção em caráter emergencial. Com a paralisação do sistema de captação, grande parte da cidade perdeu o abastecimento antes do prazo que havia sido comunicado inicialmente.
As válvulas antigas permaneceram por vários anos sem a modernização necessária, conforme a explicação da companhia. A troca faz parte de um plano para ampliar a segurança operacional do sistema.
O cronograma original previa a troca de três válvulas da Sabesp entre os dias 21 e 22 de julho, com retorno gradual a partir da manhã de quarta-feira.
A Sabesp afirma que uma das válvulas apresentou falha durante os testes preparatórios. O estado do equipamento exigiu a antecipação da substituição, conforme a versão apresentada pela companhia.
Interrupção em atividades
A interrupção atingiu atividades básicas em residências, prédios, lojas, restaurantes, escolas e empresas. Sem reserva suficiente, condomínios e estabelecimentos precisaram buscar água por meio de caminhões-pipa particulares.
A Sabesp mobilizou 30 caminhões-pipa e uma força-tarefa com 90 técnicos. A prioridade recaiu sobre hospitais, unidades de saúde, instituições de longa permanência para idosos e outros serviços essenciais.
Os moradores podem registrar a falta de água nos canais da empresa, mas a Sabesp informou que hospitais, unidades de saúde, instituições para idosos e outros serviços essenciais possuem prioridade no atendimento emergencial.
A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) abriu um procedimento para analisar a antecipação do serviço.
A agência deve verificar quando a falha foi identificada, por qual motivo a intervenção não poderia esperar pelo horário original e como a alteração do cronograma chegou aos consumidores.