O desaparecimento do empresário Marcelo Magalhães, de 31 anos, ganhou um novo desdobramento após a prisão de três suspeitos de envolvimento no sequestro e na morte da vítima. Segundo a Polícia Civil, Marcelo foi mantido em cativeiro, torturado e assassinado. Um dos fatores que levou à identificação dos envolvidos foi a denúncia feita pela mãe de dois dos suspeitos, que procurou a polícia para relatar o caso.
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O crime teve início em 16 de julho. De acordo com as investigações, Marcelo foi atraído para uma emboscada em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde foi visto pela última vez. Entre os presos está Lucas Soares, de 28 anos, apontado como amigo próximo da vítima e suspeito de ter participado do planejamento da ação criminosa.
Também foram presos Paulo Sérgio e Júlio César Moura Batista. Conforme a polícia, os três teriam participado do sequestro, da manutenção da vítima em cativeiro e da ocultação do corpo, que ainda não foi localizado.
A mãe de Lucas e Paulo Sérgio, Zemira Santos Soares, contou que decidiu procurar uma delegacia após receber informações sobre a participação dos filhos no crime. Segundo seu relato, Paulo Sérgio chegou à residência chorando e reclamando do comportamento do irmão.
Posteriormente, a namorada de Paulo teria informado à sogra que Lucas, Paulo Sérgio e Júlio César estariam envolvidos no roubo e na morte de um empresário. Ao saber da gravidade da situação e da repercussão do caso, Zemira resolveu denunciar os suspeitos às autoridades.
As investigações apontam que Marcelo permaneceu em cativeiro antes de ser morto. Em seguida, o corpo teria sido levado para uma área afastada e lançado em um rio. Até o momento, a vítima continua desaparecida.
A polícia também informou que os criminosos gravaram um vídeo do empresário ainda com vida durante o período em que esteve preso. O carro blindado utilizado por Marcelo foi encontrado abandonado após o crime.
Outro ponto investigado é a movimentação financeira realizada durante o sequestro. Conforme a apuração, Marcelo foi obrigado a fazer transferências via Pix, que somaram pelo menos R$ 3,8 mil, utilizando recursos da empresa. Os valores teriam sido direcionados para a conta da mãe da namorada de um dos suspeitos e, posteriormente, distribuídos entre familiares de Lucas.
Os investigadores afirmam ainda que Lucas seria usuário de drogas e que, no dia seguinte ao desaparecimento do empresário, teria apresentado comportamento agressivo ao visitar a mãe, chegando a fazer ameaças.
Equipes da Polícia Civil continuam realizando buscas para localizar o corpo de Marcelo. Vestígios de sangue foram encontrados na comunidade onde a vítima teria permanecido em cativeiro, reforçando a linha de investigação de homicídio.