A América do Norte concentrará 31% da demanda mundial por novos jatos comerciais de até 150 assentos até 2045, segundo projeção divulgada pela Embraer. O levantamento aponta que a região liderará as entregas de aeronaves nos próximos 20 anos, seguida por Europa/CIS, com 22%, e China, com 17%. Na sequência aparecem Ásia-Pacífico (13%), América Latina (9%), África (4%) e Oriente Médio (4%).
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As estimativas fazem parte do Market Outlook 2026, estudo anual da fabricante brasileira divulgado no sábado (18), antes da abertura do Farnborough Air Show, um dos maiores eventos da indústria aeronáutica mundial.
Ao todo, a Embraer projeta a entrega de 8.500 jatos comerciais de até 150 assentos até 2045. O mercado movimentará cerca de US$ 650 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 3,32 trilhões na cotação atual do dólar.
Expansão das viagens aéreas
Segundo a fabricante, o crescimento da demanda será impulsionado pela expansão das viagens aéreas, pela necessidade de renovação das frotas e pelo aumento da conectividade entre cidades de médio porte, cenário que favorece aeronaves com capacidade para até 150 passageiros.
O relatório também destaca que o tráfego global de passageiros, medido pela métrica RPK (Receita por Passageiro por Quilômetro), deverá crescer em média 3,7% ao ano até 2045. A China será o mercado com a maior taxa de crescimento, refletindo a expansão da economia e do transporte aéreo na região.
Além da aviação comercial, o estudo analisa tendências econômicas e operacionais em sete regiões do planeta e apresenta projeções para o segmento de aeronaves cargueiras com capacidade inferior a 40 toneladas, incluindo estimativas para a conversão de aviões de passageiros em cargueiros.
Na apresentação do levantamento, o presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer, Arjan Meijer, afirma que mudanças na dinâmica da economia global devem transformar o mercado da aviação nas próximas décadas.
De acordo com o executivo, a expansão de novos polos industriais e das cadeias regionais de produção está fortalecendo a demanda por voos mais frequentes entre centros econômicos emergentes. Ao mesmo tempo, a busca dos passageiros por mais opções de destinos e conexões, especialmente no turismo, amplia a necessidade de aeronaves menores, capazes de operar rotas regionais com maior eficiência.
Para a Embraer, essas transformações reforçam o potencial de crescimento do segmento de jatos de até 150 assentos, considerado estratégico para atender mercados que buscam ampliar a conectividade sem abrir mão da eficiência operacional.
